Amamentação prolongada: a sociedade precisa respeitar essa decisão!

A amamentação prolongada ainda é alvo de muitas críticas no nosso país. Amamentar uma criança de mais de 1 ano é uma afronta para muitos, e é a partir daí que surgem as pressões por parte da sociedade para que a mãe pare de amamentar o seu filho. Os benefícios físicos e emocionais que a amamentação prolongada traz, nesse instante, não são levados em consideração pela maioria das pessoas, as quais se acham no direito de impor o desmame forçado.

Desmame imposto e opiniões alheias 

Você mãe, diariamente escuta muitos palpites como “grande desse jeito, e ainda mama?”, “ele já tem 1 aninho, não precisa mamar no peito mais!”, “depois de 1 ano o leite vira água”, “o seu leite já não tem mais vitamina!”. Não dê ouvidos! O desmame só deve ser feito quando você achar que chegou a hora certa tanto para você quanto para o seu bebê. Além disso, o seu leite após 1 ano não virá água, ao contrário, ainda oferece uma boa quantidade de calorias, vitaminas, enzimas e substâncias que fortalecem a imunidade.

A amamentação prolongada causa prejuízos? 

A amamentação prologada não causa nenhuma doença psicológica nem física à criança ou a mãe, e por isso não se justifica recomendar e muito menos impor o desmame em uma idade determinada. O principal problema que as mães que dão o peito sofrem no nosso país são as críticas dos que as rodeiam.

A amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses de idade e prolongada até os 2 anos ou mais. Não há nenhum embasamento científico que institua o contrário, isso só expõe um espectro ultrapassado sobre o assunto. Manter a amamentação prolongada é um direito da mãe e do bebê só traz a ambos.

Leite materno como fonte nutricional no segundo ano de vida 

De acordo com informações do Unicef, no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% de proteína e 31% do total de energia que uma criança precisa diariamente. Apesar de a criança nesse momento estar extraindo a maioria dos nutrientes que necessita por meio da comida, o leite materno ainda sim continua sendo uma ótima fonte de nutrição.

Duração característica para diferentes culturas

A amamentação tem uma duração característica para cada espécie de mamífero. Porém, no ser humano essa duração é influenciada pela tradição e as normas sociais, e é diferente em cada cultura e cada época. Não sabemos com certeza qual é a idade biologicamente “normal” do desmame, ou seja, a idade na qual se desmamavam as crianças há centenas de milhares de anos, quando apareceram os primeiros Homo sapiens .

Os dados procedentes de diferentes culturas humanas, da comparação com outros primatas e de mães norte-americanas de hoje em dia que esperam o desmame espontâneo de seus filhos coincidem em que a duração normal da amamentação está provavelmente entre os dois anos e meio e os sete anos. A OMS recomenda amamentar durante pelo menos dois anos.

Benefícios da amamentação após 1 ano de idade 

  • Mesmo depois dos 2 anos, o leite materno ainda é uma importante fonte de nutrientes;
  • Fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. Este fortalecimento, ao invés de tornar a criança mais dependente, a auxilia na conquista de uma maior independência, sentindo-se mais segura de si;
  • Quando a criança adoece, é uma excelente maneira de evitar a desidratação caso ela esteja vomitando ou apresentando diarreia;
  • O aconchego que a criança sente ao mamar no peito é ótimo para ajuda-la a se adaptar melhor a um ambiente desconhecido;
  • O leite materno previne seu filho de doenças como infecções respiratórias, urinárias, e gastrointestinais;
  • Mamar no peito estimula favoravelmente as funções da respiração e deglutição;
  • A proteína encontrada nas fórmulas artificiais é derivada do leite de vaca, o que pode favorecer o desenvolvimento de alergias, o que não acontece com o leite materno;
  • De acordo com estudos científicos, crianças que amamentadas por mais tempo têm melhores resultados na escola;
  • Para a mãe, amamentar por tempo prolongado reduz a incidência de osteoporose e os riscos de câncer de mama, útero e ovário;
  • Não há gasto com fórmulas artificiais.

Recomendações da OMS e UNICEF

A OMS e a UNICEF expressam a importância da amamentação prolongada na “Declaração de Innocenti” de 1 de Agosto de 1990 nos seguintes termos:

“Para otimizar a saúde e a nutrição materno-infantil, todas as mulheres devem estar capazes de praticar o aleitamento materno exclusivo, e todas as crianças devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno, desde o nascimento até aos primeiros 4 aos 6 meses de vida. Até aos dois anos de idade, ou mais, mesmo depois de começarem a ser alimentadas adequadamente, as crianças devem continuar a amamentação.”

Amamentação prolongada
Referência Bibliográfica:

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