Anatomia da mama na amamentação

A anatomia da mama é modificada durante o processo de lactação, mas você sabe quais são essas transformações? Então, vamos entender agora!

Ao redor do mamilo há uma área mais escura, a aréola, de tamanho variável. Durante a gestação, a aréola aumenta e escurece. Na borda da aréola crescem alguns pelos (totalmente normais e que não causam nenhuma dificuldade ao bebê) e podem ser vistas várias papilas de um ou dois milímetros de diâmetro, as glândulas de Montgomery. Elas são compostas por uma glândula sebácea e uma minúscula glândula mamária, cujas secreções combinadas protegem a aréola e o mamilo.

Anatomia da mama

A mama é o único órgão que não se encontra totalmente desenvolvido ao nascimento. A sua principal função é produzir leite, e quem fica responsável pela produção do leite é o tecido glandular. É um órgão muito vascularizado, e as artérias principais que fornecem irrigação para o mesmo são: a artéria mamária interna e torácica lateral. Já a gordura na mama a qual é denominada tecido adiposo, tem como principal objetivo proteger o órgão, na base do mamilo, por exemplo, ela existe porém, em pouca quantidade.

Cada mama é formada por 7 a 10 lóbulos (antes acreditava-se que eram de 15 a 25) que desembocam no mamilo de forma independente por meio de tantos outros ductos lactíferos. Até pouco tempo, acreditava-se que os ductos, sob a aréola, formavam o seios lactíferos que armazenavam o leite. Mas, através de uma investigação ultrassonográfica mostra a ausência dos seios lactíferos, e que os ductos servem mais para transportar do que armazenar o leite materno. O que realmente ocorre é que no momento da produção e ejeção do leite, devido à elasticidade do sistema ductal, os ductos se enchem de leite e se apresentam dilatados.

A anatomia da mama se subdivide em diversas categorias como forma, firmeza e volume variáveis de acordo com uma série de fatores relacionando raça, idade, obesidade, estado de afetividade funcional, etc. Na mulher jovem e nulípara (mulher que nunca teve filhos) elas apresentam forma hemisférica, e nas multíparas (deu a luz a quatro filhos ou mais) e obesas são de maior tamanho e pêndulas. Com o passar do tempo, as mamas geralmente diminuem de tamanho, são mais pêndulas e menos firmes.

O volume da mama e seu contorno arredondado estão diretamente ligados à quantidade de gordura que circunda o tecido glandular, e não indica sua capacidade funcional. Normalmente, há uma assimetria de volume entre ambas. Na mulher adulta não gestante, a mama pesa em média 200 a 400 g, durante a gestação pode atingir aproximadamente 600 g e no período da lactação o peso varia de 600 a 800 g.

A partir do mamilo, os ductos lactíferos se dividem e subdividem, até chegar às unidades ultraestruturais da mama, os ácinos ou alvéolos mamários, minúsculos saquinhos formados por células secretoras e rodeados por células contráteis mioepiteliais. Na mama em repouso funcional quase não há ácinos, e o sistema de condutos assemelha-se a uma árvore sem folhas.

Anatomia da mama

Complexo Areolopapilar

Glândulas de Montgomery

 

O cheiro exalado pelas glândulas de Montgomery atrai o bebê à mama, de onde irá retirar o leite materno, alimento completo, que entre outras vantagens, favorece o crescimento satisfatório do bebê quanto o peso, comprimento e perímetro cefálico. Por esse e outros motivos, é importante favorecer o contato pele a pele, entre a mãe e o bebê, imediatamente após o nascimento e nos primeiros dias da amamentação, como também deve ser evitada a retirada dessa secreção e o uso de cremes na aréola e mamilo.

Aréola 

A aréola também integra a anatomia da mama e tem fibras musculares involuntárias, cuja contração (pelo efeito da ocitocina) provoca a ereção do mamilo. É uma área circular, pigmentada, de tamanho variado, tendo em média 3 a 6 cm de diâmetro, com superfície irregular e folículos pilosos ao seu redor. Esta região contém glândulas sebáceas, sudoríparas e areolares. Estas, conhecidas como glândulas de Montgomery apresentam uma estrutura intermediária entre o tecido glandular mamário verdadeiro e as glândulas sudoríparas.

No centro da Aréola, à altura do quarto espaço intercostal, temos a papila ou mamilo, formação cilíndrica, pigmentada, de tamanho variado. Sua pele é semelhante a da aréola, porém não apresenta pelos e glândulas sudoríparas, mas sim, numerosas glândulas sebáceas. Cada mamilo contém, em média, 23 ductos lactíferos principais que terminam como pequenos orifícios no seu vértice, por onde o leite se exterioriza. Algumas vezes esses orifícios em quantidades menor que o respectivo lobo mamário, e em média o mamilo possui 9 orifícios por onde o leite sai da mama.

A papila e a aréola são inervadas por uma densa rede de fibras nervosas, importante na condução da informação sensorial da sucção à medula espinhal e cérebro, regulando a secreção de ocitocina e prolactina.

No ato da sucção, a criança deve abocanhar o mamilo e grande parte da aréola, onde logo abaixo estão os ductos lactíferos cheios de leite, para que eles possam ser pressionados pela língua e o leite ser expelido em direção à boca da criança.

Anatomia da mama

Glândula mamária

A glândula mamária, que também faz parte da anatomia da mama, é uma verdadeira glândula sudorípara (glândulas que produzem o suor) modificada que se especializou para secretar leite em vez de suor. A sua diferenciação estrutural e funcional está sob controle dos hormônios da hipófise e ovarianos, sofrendo as mudanças do nascimento até a gravidez, lactação e involução.

O copo mamário é uma estrutura constituída pelo parênquima e estroma. O parênquima inclui os ductos, lobos e alvéolos, enquanto o estroma inclui o tecido conjuntivo, tecido gorduroso, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos.

Os ductos lactíferos irradiam-se a partir da base do mamilo e seguem por baixo da aréola, estendendo-se radialmente em direção à parede torácica, ramificando-se em ductos menores até terminarem em formações pequenas e saculares. Os alvéolos ou ácinos (em números de 10 a 100).

O número de ductos e o tamanho das estruturas acinares variam nos diferentes períodos da vida. Os alvéolos formam lóbulos que, por sua vez, se reúnem para formar 15 a 20 lobos mamários, independentes, que tem entre si projeções do tecido fibroso (ligamentos de Cooper) envolvendo a mama, depósitos de gordura e por onde passam os vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos.

Alvéolos

Os alvéolos, responsáveis pela produção do leite, são constituídos de uma membrana basal e uma de células cilíndricas secretoras produtoras de leite. Entre a membrana basal e as células secretoras existe uma camada de células achatadas, as células mioepiteliais, com função contrátil, que, ao se contraírem, expulsam o leite para dentro e ao longo dos ductos menores, destes aos ductos principais indo exteriorizar-se através dos orifícios do mamilo. O leite materno fica armazenado nos alvéolos e ductos, no período entre as mamadas.

anatomia da mama

Referência Bibliográfica: 
  • REGO, José Dias. Aleitamento Materno – “Anatomia da mama e fisiologia da lactação”. 3ª edição. São Paulo. Editora Atheneu, 2015.
  • GONZÁLEZ, Carlos. Manual Prático de Aleitamento Materno/ Carlos González; [tradução Maria Bernardes]. São Paulo. Editora Timo, 2014. 240 p. 
  • Isa Crivellaro. Curso avançado em amamentação – CONALCO. Blog: Tetê nosso de cada dia. 2016. 

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