Crescimento dos bebês de peito não segue os gráficos habituais

O crescimento dos bebês de peito não segue os gráficos usados habitualmente provavelmente porque esses gráficos são baseados majoritariamente em bebês com aleitamento artificial e alimentação complementar precoce. A OMS publicou recentemente novas curvas de peso baseadas em bebês com aleitamento materno durante pelo menos um ano (e alimentação complementar aos seis meses).

Crescimento dos bebês: primeiros cinco ou seis meses 

Durante os primeiros 5 ou 6 meses, as curvas de peso da OMS são praticamente idênticas às da Fundação Orbegozo (FO), habitualmente usadas na Espanha, principalmente as de meninos (nas de meninas, a média é quase idêntica, mas o percentil 3 da OMS está uns 200g mais baixo que o da FO). Porém, a partir dos 6 meses, os pesos da OMS baixam, e tanto o percentil 3 quanto a média e o percentil 97 ficam uns 500-700g abaixo dos da FO durante muitos anos, tanto em meninos como em meninas.

Primeiros dois anos de idade

Na longitude, durante os primeiros dois anos, as curvas da OMS para meninos estão persistentemente um centímetro acima das da FO. Nas meninas a diferença é menor, de somente alguns milímetros. Entre os 2 e 5 anos, ambas as curvas de longitude são muito similares. Concluindo, as crianças de peito tendem a parecer “magras” quando são avaliadas com curvas da Fundação Orbegozo.

Baixa produção de leite

Dizer para uma mãe que ela não está produzindo leite suficiente e suprindo as necessidades nutricionais do seu filho dói. Elas se sentem incapazes, e realmente acreditam que não estão conseguindo alimentar os seus filhos, e a partir daí entram as fórmulas, os complementos, a mamadeira.

Quem dera se os profissionais que rotineiramente dizem isso ás mães tivessem consciência do sofrimento que provocam á elas quando duvidam da sua competência de produzir leite, sem muitas vezes realizar uma avaliação precisa em relação a amamentação para definir se verdadeiramente está inserida na categoria de reais causas de hipogalactia.

Na maioria das vezes, a baixa produção de leite pode ser resolvida com ações simples como: avaliar a pega correta, a posição do bebê, orientar a ordenha manual ou elétrica, a aumentar a frequência das mamadas…). A maioria dos profissionais avaliam o bebê amamentado com leite materno comparando-o com aquele que não estão sendo bem alimentados, que estão recebendo fórmula exclusiva ou parcialmente e/ou realizando a introdução alimentar antes dos seis meses de idade, que está vinculado ao risco de obesidade.

Tabelas que referenciam peso de bebês alimentados de maneira diferente

Quando as tabelas são criadas com embasamento no nutrimento de bebês que são alimentados de uma maneira distinta, tendo fórmulas, são essencialmente erradas e não estão associadas a forma ideal e recomendada de como os bebês devem ser alimentados. O aleitamento materno é um alimento específico e natural, fabricado pela própria mãe e capaz de saciar e suprir todas as necessidades nutricionais da criança. Ele é considerado padrão ouro, e não deve ser comparado a outros métodos de alimentação referentes ao crescimento dos bebês.

Tabela com padrões de peso ideal para bebês de peito

Crescimento dos bebês

Bebês amamentados no peito são mais magros, e isso é normal!

Atualmente sabemos que bebês amamentados no peito são mais magros que bebês amamentados com leite artificial (fórmulas), e isso absolutamente é normal! Sabemos também que o leite materno protege as crianças contra doenças como , diabetes, hipertensão, obesidade, dislipidemia e alergias como asma e rinite no futuro.

Cada bebê com a sua individualidade segue a sua própria curva de crescimento. Curvas especificadas em gráficos, são apenas um parâmetro para se ter uma noção da população em geral, contudo não é uma regra.

Referência Bibliográfica: 

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