Curetagem uterina é feita após o aborto espontâneo

Após o aborto espontâneo podem ficar na cavidade uterina resquícios, que se não retirados podem provocar infecção generalizada, levando a mãe a óbito. Por esse motivo, o ultrassom é realizado com o intuito de analisar o útero da mulher para avaliar se algum material após o aborto permaneceu, pois, em alguns casos quando há expulsão do feto, todo o material pertencente ao processo gestacional também é eliminado, não precisando efetivar nenhum procedimento para a remoção do mesmo. Porém, quando ainda é observado por meio da ecografia estes resquícios, a curetagem uterina deve ser efetuada para que o desenvolvimento normal do corpo volte ao seu desempenho habitual.

Curetagem uterina

A curetagem uterina é designada por um processo cirúrgico, que tem por finalidade remover todo o material encontrado dentro do útero após um aborto. É efetivada a raspagem da camada interna do útero denominado endométrio, ou seja, onde o bebê permanece confortável durante os meses que está na barriga da mãe, através de um instrumento cirúrgico nomeado cureta. A cureta é semelhante a uma pá que diante a ocorrência, tem a função de contribuir com a retirada dos resíduos que continuaram no útero da mãe.

Indicações de curetagem uterina

Como qualquer processo cirúrgico a curetagem uterina é indica referente a três situações. A primeira está relacionada à aquisição de material endometrial com intenção diagnóstica. A segunda está concernida ao tratamento do sangramento uterino disfuncional idealizado por situações mais graves. E a terceira ocasião está referida ao esvaziamento uterino no abortamento, ou seja, a remoção de todo o material que após o aborto continuou presente na cavidade uterina da mulher.

Como é realizada

A curetagem deve ser realizada em um hospital, pois, é necessário anestesia. A anestesia geral é utilizada nos casos de abortamento, para outros casos a anestesia local já é suficiente. Para que a curetagem seja iniciada, é indispensável que o colo do útero esteja dilatado oferecendo praticidade para que o processo seja efetuado.
Em relação ao aborto, o colo do útero estará dilatado pelo fato de ter expulsado o feto. Nos casos em que essa dilatação não estiver presente, antes de começar o processo é imprescindível realizar a dilatação, não podendo forçar a entrada para prosseguir a curetagem.
Se o útero não estiver dilatado existem instrumentos e medicamentos que podem ajudar na dilatação do colo. Um dos instrumentos usados é denominado vela ou dilatadores higroscópicos que tem a mesma função. O misoprostol é um remédio que também promove a dilatação, por isso, nesses casos é muito utilizado.
Após acontecer a dilatação deve-se raspar a cavidade uterina com o máximo de cuidado com o auxílio da cureta. O material recolhido deve ser submetido à análise anatomopatológico para a avaliação de alterações durante o processo gestacional.

Pré-curetagem

Antes de ser efetivado o processo cirúrgico deve-se realizar exame físico geral e toque ginecológico, com o objetivo de encontrar presunções diagnósticas. O ultrassom transvaginal é definido como um exame completo a ser feito em mulheres que sofreram aborto. Por meio dele, é possível avaliar a forma, a substância e o diâmetro do útero.
Se a situação individual não estiver empregada a categoria de urgência, exames pré-operatórios devem ser solicitados com o intuito de reduzir riscos anestésicos e cirúrgicos, e ainda coligar doenças conexas.

Pós-curetagem

Aproximadamente depois de 6 horas que o procedimento cirúrgico foi feito a paciente pode ser liberada desde que consiga urinar. No mesmo dia, a dieta deve ser leve pelo fato de ter interligado ao processo a anestesia. Mas, no dia seguinte a rotina habitual de alimentação pode ser retomada.
Se não forem apresentadas complicações, não é necessário permanecer em repouso. Pela dilatação uterina, a mulher não poderá participar de banhos de piscina ou banheira, assim evitará possíveis infecções que proporcionarão agravamento ao caso.

Complicações

Em relação à curetagem uterina as complicações são raras, felizmente. O processo de remoção de matérias que permaneceram no útero após o aborto é considerado seguro e simples. Mas, em alguns casos algumas complicações podem acontecer referentes aos processos cirúrgicos ou anestésicos.
A complicação considerada mais grave está concernida ao fato de perfuração uterina, podendo provocar exageradamente um sangramento direcionado a cavidade abdominal e a lesão de outros órgãos como a bexiga e alças intestinais. Além disso, também é possível ocorrer infecção ou a formação de sinequia uterina.
Idade indicada para realizar o procedimento
Referente ao abortamento, qualquer mulher pode necessitar de um procedimento cirúrgico com o intuito de promover a remoção dos resquícios ainda presentes após a expulsão do feto. Por isso, não há idade mínima ou máxima em que o processo possa ser efetivado. Primordialmente, deve ser assegurada a saúde da mãe e neste caso específico, se o processo não for realizado, o risco de infecção e óbito não é descartado.

Tratamento complementar

No caso da concretização de curetagem uterina integrando o sangramento excessivo empregado como disfuncional, ela é um tratamento de último recurso, com o objetivo de reprimir uma hemorragia momentânea. Assim, depois da cirurgia deve-se averiguar e ponderar o fator responsável por provocar o sangramento.
Do contrário, eventualmente haverá novo episódio de hemorragia, uma vez que a curetagem uterina só foi utilizada para controlar a hemorragia. Quando concentrada no tratamento do abortamento ou no diagnóstico, a curetagem é o tratamento final e só não se deve esquecer-se de aferir a decorrência do exame anatomopatológico do material extraído.
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2 Comments on Curetagem uterina é feita após o aborto espontâneo

  1. Lucia
    Maio 30, 2016 at 3:42 pm (2 anos ago)

    Após a curetagem ainda por quantos dias é normal sangramento?

  2. lorena
    Maio 31, 2016 at 8:08 pm (2 anos ago)

    Olá Lúcia!

    Um sangramento leve após a curetagem pode ser normal e durar alguns dias. Sangramento intenso não é considerado normal após a curetagem. É importante observar se a quantidade de sangue está diminuindo com o passar do tempo e se o sangue apresenta alteração de cheiro. Se o sangramento for abundante, com coágulos e tiver um mau cheiro forte (diferente da menstruação) e ainda se estiver com cólicas fortes ou febre, você deve procurar o atendimento médico!

    Grande beijo, Lorena.

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