Desenvolvimento esquelético do feto: 4ª à 36ª semana

O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes:
1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral caixa torácica.
2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores).

Desenvolvimento

O sistema esquelético desenvolve-se a partir de células mesodérmicas do embrião, na maioria dos ossos o mesênquima condensado sofre condrogênese para formar modelos cartilaginosos para os ossos. Existe dois tipos de osteogênese: ossificação intramembranosa- quando os tecidos embrionários ainda são do mesoderma indiferenciado (mesênquima) e se as células mesodérmicas se trasformam em células produtoras de cartilagem antes do início da formação do osso, é chamada de ossificação endocondral. Neste processo a estrutura esquelética tem início como cartilagem, que é então substituída por osso.

As articulações desenvolvem do mesênquima interzonal existente entre os primórdios dos ossos e são classificadas como: articulações fibrosas, articulações cartilaginosas e articulações sinoviais.

A coluna vertebral e as costelas desenvolvem-se a partir de células mesenquimais derivadas dos esclerótomos dos somitos, cada vértebra é formada pela fusão de uma condensação da metade caudal de um par de esclerótomos com a metade cranial do par de esclerótomos subjacentes.

O esqueleto apendicular desenvolve-se a partir da ossificação endocondral dos modelos cartilaginosos, que se formam do mesênquima dos membros em desenvolvimento.

Raquitismo e Osteomalácia

O raquitismo e osteomalácia resultam de desmineralização e subsequente amolecimento dos ossos. O raquitismo ocorre nas crianças, enquanto osteomalácia refere-se ao amolecimento dos ossos do adulto. Estas condições são devidas à deficiência de cálcio, fósforo ou vitamina D, ou à falta de luz solar. A vitamina D3, metabolicamente transformada, facilita a absorção de cálcio e de fosafato no intestino pela corrente sanguínea, tornando-os disponíveis para formação do osso. Os raios ultravioletas da luz solar provêm o corpo de vitamina D3. Nas crianças, os ossos amolecidos podem sofrer abaulamentos, resultando em pernas encurvadas ou em peito-de-pombo.
Recomposição do esqueleto

Nossos ossos parecem pétreos, feito de mármore, mas, na verdade, são porosos. Ao contrário do que se pode imaginar, eles estão em constante processo de recomposição, uma vez que são formados por células que vão sendo absorvidas e renovadas permanentemente, de tal forma que a mais ou menos cada dez anos nosso esqueleto se refaz inteiro.
Com o passar da idade, a velocidade de absorção aumenta e a velocidade de formação das células ósseas diminui.
Resultado: o esqueleto vai ficando progressivamente mais poroso, perde resistência aos esforços e começam a surgir fraturas especialmente no pulso, na coluna e nos quadris, às vezes causadas por pequenos impactos como os provocados por um espirro, por exemplo. Esse processo de rarefação que caminha do osso normal até o mais poroso chama-se osteoporose, doença para a qual existe prevenção e tratamento.
Curiosidades:

Os ossos já estão presentes desde as primeiras semanas de vida no útero materno e ficam completamente formados por volta dos 25 anos de idade.
Os bebês nascem com estruturas entre alguns ossos do crânio, chamadas fontículos, popularmente chamadas “moleiras”. São estruturas frágeis que com o passar dos anos tendem a desaparecer. Existem para permitir a passagem do bebê pelo canal vaginal no parto e crescimento do encéfalo.

Enquanto o esqueleto de um indivíduo adulto é formado geralmente por 206 ossos, o de um recém nascido tem 270.

No fim da 12° semana, centros de ossificação primária aparecem no esqueleto, especialmente no crânio e nos ossos longos.

A ossificação do esqueleto do feto é ativa e os ossos são claramente visíveis nas imagens de ultrassom no início da décima sexta semana.

Durante os estágios do desenvolvimento pré-embrionário, embrionário e fetal, ocorrem eventos significativos. A tabela abaixo relaciona esses eventos, assinalando as semanas nas quais ocorrem.

Sistema musculoesquelético

4 a 5 semanas

Os botões das extremidades aparecem e são mais vulneráveis aos agentes teratogênicos.

8 semanas

A ossificação (mandíbula, úmero, occipital) pode ser detectada.

12 semanas

Alguns ossos estão bem delineados.

A ossificação continua.

16 semanas

As cavidades articulares estão presentes.

Os movimentos musculares são detectáveis.

20 semanas

O esterno se ossifica.

A mãe pode detectar movimentos fetais (chutes).

28 a 32 semanas

 A ossficação continua.

O feto pode girar a cabeça para o lado.

36 semanas

O tônus muscular está desenvolvido; o feto pode girar e elevar a cabeça.

Feto

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