Mastite na amamentação: preciso parar de amamentar?

O que é mastite?

A mastite é uma infecção bacteriana de um ou vários lóbulos, normalmente em um só peito. Pode ser causada por superinfecção de uma obstrução prévia. Provoca muito mal-estar, desconforto, febre e síndrome gripal (dor de cabeça, dores articulares). É diferente da ingurgitação por apresentar um quadro mais intenso. As mamas também ficam com aparência de inchaço, vermelhas, doloridas e quentes.

Ás vezes os sintomas gerais são tão importantes que a mãe não nota a inflamação. Estes sintomas e o desconforto atrapalham a amamentação. Daí vem o antigo aforismo “toda gripe em uma mulher que amamenta  é mastite até que se demonstre o contrário”. Ela pode aparecer em qualquer momento da amamentação, mas é rara durante os primeiros dias (durante os primeiros dez dias é provável que uma inflamação mamária com febre não seja uma mastite, mas um ingurgitamento grave).

Se houver suspeita de mastite, é importante procurar o médico, pois o tratamento, em geral, é feito com antibióticos específicos, ordenha do leite, quando indicado, e a própria amamentação, além do repouso materno, que ajuda a apresentar melhora mais rapidamente.

Características da mastite

 

Características

Mastite

Início

Súbito/ Depois de 10 dias

Local

Unilateral

Calor/Edema

Localizado/Intenso/Edemaciado

Dor

Intensa/Localizada

Temperatura

>38,4C

Sintomas Gerais

Semelhante à gripe

A infecção pode alterar o sabor do leite, deixando-o mais salgado devido à predominância de sódio em vez de lactose. Neste sentido, o bebê pode querer sugar mais a mama íntegra do que a mama com mastite. A produção de leite pode ficar comprometida, com a diminuição do volume secretado.

Como evitar a mastite?

O melhor jeito de evitar é garantir que o bebê esteja fazendo a “pega” correta e esvaziando totalmente o peito na hora de mamar. Evite usar sutiãs meia-taça com ferrinho e descanse bastante e mantenha-se bem alimentada, para sua resistência não baixar.

Na mastite infecciosa é fundamental dar o peito com frequência e extrair o leite várias vezes ao dia. Isso é suficiente para evitar as complicações mais graves e para curar a metade das mastites comprovadas por exame de cultura. A melhora é mais rápida e a resposta é melhor se além de extrair o leite a mãe toma um antibiótico.

Posso continuar amamentando?

Mães com mastite podem amamentar! É contraindicado interromper a amamentação, pois isso pode aumentar a incidência de abcessos. O bebê pode mamar sem perigo, tanto no peito sadio quanto no infectado. A infecção não se transmite ao lactente e os antibióticos ou analgésicos usados habitualmente são seguros durante a amamentação.

A amamentação ajuda, inclusive, a atenuar a dor e o desconforto, na medida em que esvazia as mamas. Os bebês não correm o risco de pegar infecção. Os antibióticos orientados pelo médico e prescritos para a mãe são seguros para o bebê. Portanto, não se preocupe.

Um dia depois da primeira dose de antibiótico você já deve começar a se sentir melhor, mesmo que não haja infecção bacteriana, já que o medicamento ajuda a reduzir a inflamação.

Se o problema básico estiver na pega do bebê no seio, porém, os antibióticos serão só uma solução temporária. Para que você não volte a ter mastite, é importante garantir que a criança esteja mamando direitinho.

Outras orientações para tratamento

Além da antibioticoterapia e do esvaziamento completo da mama comprometida, fazem parte do tratamento:

  • Repouso da mãe;
  • Líquidos abundantes;
  • Compressas quentes antes das mamadas podem promover a drenagem do leite;
  • Compressas frias após as mamadas ou nos intervalos podem aliviar os sintomas;
  • Iniciar a amamentação na mama não-afetada;
  • Usar sutiã bem firme, sem ser meia-taça com ferrinho.

Outros tipos de mastite

 

Mastite tuberculosa: a cultura será negativa se não forem usadas colorações e meios especiais.

Mastite carcinomatosa: forma de câncer de mama extremamente grave e de apresentação aguda. É independente da amamentação, mas pode coincidir com ela.

Mastite

Referência Bibliográfica: 

  • GONZÁLEZ, Carlos. Manual Prático de Aleitamento Materno/ Carlos González; [tradução Maria Bernardes]. São Paulo. Editora Timo, 2014. 240 p. 
  • GARBULHO, Ana Paula. Apostila “Consultoria em Aleitamento Materno”. Ano: 2017, São Paulo. 
  • REGO, José Dias. Aleitamento Materno. 3ª edição. São Paulo. Editora Atheneu, 2015.
  • MARIANO, Grasielly – “Socorro, eu não sei amamentar!”. 2ª edição – Nova Odessa: Napoleão; Jefte, 2012. 128 p.

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