O bebê solta pum ainda na barriga da mãe?

Não, pois para isso deveria ter ar ou ter ingerido algum alimento que sofresse o processo de digestão aí sim. Mas algo interessante é que o bebê engole muito liquido amniótico em certo período da gravidez. Nisso o organismo do bebê absorve o que é importante e o que não é vai indo para o intestino. Por isso que quando a mulher tá com suas 41 semanas e nada de trabalho de parto é induzido o trabalho ou então feito cesariana para que o bebezinho não faça necessidades fisiológicas dentro da barriga da mãe, pois se isso acontecer poderá ter várias complicações e até chegar ao óbito. O famoso mecônio é o que o bebezinho faz nos primeiros dias de vida e depois vem a formação do cocô normal.

O que é mecônio?

Denomina-se mecônio as primeiras fezes do bebê, elas são de coloração preta-esverdeada, grudentas e espessas. Quando o bebê nasce após as 40 semanas de gestação há risco de aspiração do mecônio.

A aspiração do mecônio ocorre quando o bebê defeca dentro da barriga da mãe e as fezes misturam-se com o líquido amniótico que envolve o bebê e ele respira essa mistura, que é altamente prejudicial à saúde do bebê.

A aspiração meconial é uma situação grave. Ela traz problemas ao pulmão do bebê, como a falta de surfactante pulmonar e inflamação nas vias respiratórias, gerando dificuldade em respirar. Se o bebê não respira há falta de oxigênio no cérebro, causando danos irreversíveis.

Quando os médicos percebem que o bebê não respira sozinho, logo ao nascer eles retiram as secreções da boca, nariz e pulmões do bebê e dão ao bebê o surfactante, entretanto, se houver lesões no cérebro do bebê isso só poderá ser diagnosticado após algum tempo.

Por que há eliminação de mecônio?

Há dois motivos para eliminação de mecônio durante a gravidez: MATURIDADE FETAL, porque o intestino está funcionando a contento, o que é um bom sinal, e SOFRIMENTO FETAL, porque quando o feto está mal oxigenado aumenta a contratilidade dos intestinos e relaxam-se os esfíncteres (como quando estamos em uma situação de estresse).

Em um feto bem oxigenado, que elimina mecônio apenas porque está maduro, sua presença não traz maiores (aliás, nem menores) problemas. Esse feto maduríssimo e pronto para evacuar a cada instante também urina dentro da barriga. A urina é a principal fonte de produção do líquido amniótico, e quanto mais líquido mais fácil fica de o mecônio se diluir. Um bom volume de líquido amniótico indica que os rins fetais estão funcionando a contento, bem perfundidos (ou seja, o sangue chega lá e irriga bem os rins). Esse mecônio diluído dá o aspecto que chamamos de “tinto de mecônio” ou “mecônio fluido”. Aí, também, sem repercussões desfavoráveis. Evidências ultra-sonográficas sugerem que o feto pode evacuar algumas vezes dentro do útero e, ao nascimento, encontrar-se líquido CLARO,

“Se o líquido amniótico está diminuído, não há como diluir o mecônio, aí temos o MECÔNIO ESPESSO, podendo mesmo assumir o aspecto característico de papa de ervilhas”. A preocupação nesse caso é com o motivo pelo qual o mecônio está espesso, porque o líquido amniótico pode estar diminuído fisiologicamente no final da gravidez e nas gestações pós-termo (que ultrapassam 42 semanas) ou por insuficiência placentária, reduzindo o fluxo sanguíneo para os rins fetais.

O risco de aspiração do mecônio e desenvolvimento de um quadro de pneumonite grave (Síndrome de Aspiração Meconial) é a maior preocupação nesses casos de mecônio espesso. Entretanto, o quadro só ocorre em bebês em sofrimento, que fazem movimentos de ‘gasping’ dentro do útero e, ao nascer, não têm os mecanismos fisiológicos para ‘clarear’ o mecônio.

Bebês rígidos, saudáveis, podem até aspirar mecônio mas os mecanismos pulmonares normais entram em ação para eliminar esse mecônio.

Concluímos, portanto, que o fundamental é distinguir se o bebê se encontra ou não em sofrimento. A ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF) continua sendo a forma não-invasiva mais eficiente de se monitorizar o bem-estar fetal, podendo ser realizada de forma intermitente (com o sonar Doppler) ou contínua (pela cardiotocografia). Uma boa ausculta fetal durante o trabalho de parto é tranquilizadora. Se há alteração dos batimentos e a frequência cardíaca fetal assume um padrão “não-tranquilizador”, está indicada a antecipação do parto, que pode ser por cesariana ou, se o evento ocorre no período expulsivo, através de fórceps ou vácuo-extração.

Alguns estudos apontam para um possível efeito benéfico da amnioinfusão (instilação de soro na cavidade amniótica por via cervical), no sentido de prevenir as desacelerações freqüentes nos casos de oligo-hidrâmnio, porém ainda não há evidências suficientes para apoiar sua indicação rotineira. De acordo com a revisão sistemática da Cochrane, o procedimento pode levar a redução das taxas de cesariana por ‘sofrimento fetal’.

bebê solta pum na barriga da mãe

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