O parto normal afrouxa a vagina?

Um parto normal bem assistido não provoca sequelas permanentes na região vaginal, porque, se houver alguma lesão, os médicos recompõem o períneo (região entre a vagina e o ânus) depois. O que existe, tanto em um parto vaginal como na cesariana, é um afrouxamento da musculatura abdominal durante a gestação, que acompanha a expansão do útero e pode afetar o orgasmo feminino posteriormente.

Para evitar isso, é sempre bom fazer atividades físicas e exercícios para o assoalho pélvico durante o pré-natal e também na fase pós-parto. Mas é importante que se diga que o parto normal, principalmente de um ou dois filhos, não vai modificar a vida sexual de ninguém.

A maioria dos problemas sexuais de um casal não está ligada a questões físicas. O que acontece, por exemplo, é que só de assistir ao parto, ver aquela cabecinha saindo da vagina da mulher, muitos homens podem ficar impressionados — e o aspecto psicológico disso não deve ser ignorado na hora de se decidir quem acompanhará o parto e sob que ângulo de visão.

A chegada de um filho, sem dúvida muda a vida sexual do parceiro, que precisarão de muito entendimento para retomar o conforto físico e emocional necessário para uma sexualidade saudável e prazerosa. A diminuição da libido nos primeiros meses de vida do bebê normalmente deve-se ao cansaço e não a modificações decorrentes do parto.

Elasticidade vaginal

Após o parto natural, o sexo já não é mais o mesmo? Você sente a musculatura vaginal frouxa ou exageradamente larga com o passar dos anos? Calma! A ciência conspirou a seu favor.

A vaidade feminina é uma característica da mulher moderna, que procura sempre manter a auto-estima elevada. Pensando nisso surgiram métodos inovadores de rejuvenescimento vaginal que buscam melhorar a gratificação sexual feminina, aprimorando física e esteticamente uma de suas partes corpóreas mais íntimas: a vagina. Tratam-se das tecnologias médico-cirúrgicas de Rejuvenescimento Vaginal a Laser (RVL), a Amplificação do Ponto G e a Labioplastia.

O rejuvenescimento vaginal consiste na reconstrução da vagina para aumento da fricção durante o coito. Ele corrige o relaxamento vaginal decorrente de alterações estruturais ou anatômicas, resultantes do processo de envelhecimento natural, de casos após traumas, cirurgias e de partos normais. Além disso, aperfeiçoa a aparência estética e a funcionalidade dos lábios genitais, propiciando uma aparência estética mais juvenil. Mas esteticamente é difícil visualizar o resultado, por se tratar de um órgão interno.

Em casos onde há o aumento dos lábios maiores ou menores é utilizada a Labioplastia, técnica estética redutora da região que sofre a variação de tamanho. O seu resultado pode ser observado facilmente, já que o método prioriza a vulva.

Amplificação do ponto G

Já a amplificação do ponto G pode ser administrada por uma substância tipo colágeno que proporciona o aumento das dimensões de modo global. A área do ponto fica propensa à estimulação, submetendo a mulher ao clímax durante o sexo. Geralmente esse método tem duração de três a quatro meses e o resultado pode variar individualmente.

“Essas cirurgias só devem ser feitas por cirurgião ginecológico experiente. Em casos mais raros por cirurgião geral ou urológico especificamente treinado para tais procedimentos”, alerta o ginecologista pioneiro dos métodos no Brasil Luciano Sztulman.

A ginecologista Sonia Valentim reitera que as cirurgias com tal finalidade podem ser feitas em ambiente hospitalar ou consultórios médicos habilitados. “É uma cirurgia de delicada indicação, pois ainda existe muito tabu por parte das mulheres em conversar a respeito desse assunto com seu ginecologista. Pode ser realizada em qualquer idade, porém, nas adolescentes é melhor que aconteça após o término do desenvolvimento hormonal”.

Contra indicação de amplificação do ponto G

A contra indicação é apenas para pacientes alérgicos a substâncias preenchedoras, portadores de doenças auto-imunes e herpes. O risco cirúrgico é equivalente ao de qualquer outra cirurgia.

A anestesia pode ser geral, sedativa, local, epidural ou raquidiana, dependendo da preferência e condição médica da paciente e não excedem uma hora de realização. Sztulman alerta que para adotar estes tipos de intervenções cirúrgicas, o paciente deve estar ciente do valor médio, não menos de R$ 15.000.

O especialista ainda explica que os procedimentos são ambulatoriais, requerem menos de 24 horas de hospitalização, são seguros e realizados com equipamento sofisticado a laser. A perda sanguínea é mínima e a recuperação, rápida.

A maioria das pacientes retoma as atividades normais em um prazo médio de dois a sete dias, com abstinência sexual pós-operatória média de seis a oito semanas. Neste período também é recomendada a ingestão de analgésicos via orla e injetáveis. Se necessário, o uso de compressas frias locais também é apropriado.

Parto normal ou vaginal

O parto normal ou vaginal tem vantagens sobre a cesariana. O corpo da mulher foi preparado para isso, a recuperação é muito mais rápida, há menor chance de hematomas ou infecções, menor risco de complicações para a mãe e menor chance de dor pélvica crônica.

Não pense que o parto normal é sinônimo de fortes dores, há técnicas hoje que as aliviam. Quando a mamãe chega ao hospital, vários procedimentos de rotina são realizados, como aferição de temperatura, pressão arterial e freqüência cardíaca. Medidas como o enema (lavagem intestinal) e a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) não são mais procedimentos de rotina.

Trabalho de parto

Durante as contrações, o médico avalia a dilatação do colo do útero. Se as dores forem intensas, normalmente é aplicada uma anestesia peridural. Quando o espaço para o bebê passar for insuficiente, é realizada uma episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar ruptura dos tecidos perineais.

Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora.

Após o alívio da expulsão do bebê, há a saída da placenta onde o útero se contrai mais uma vez para expulsá-la.

A sutura da episiotomia quando necessária é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias.

Indução do parto 

Se a gestação já passar de 40 semanas, se há incompatibilidade de Rh, em que a continuidade da gestação expõe a criança aos anticorpos, à diabetes, ao sofrimento da passagem mal-sucedida, ou quando acontece o rompimento prematuro da bolsa d’água, a indução do parto deve ser tentada.

A indução consiste em acelerar o trabalho de parto e pode ser feito através do rompimento precoce da bolsa ou com medicamentos.

Dúvidas entre o parto normal e cesária

Toda mulher quando fica grávida espera ansiosa a chegada do bebê, mas uma das dúvidas que muitas mulheres têm é: “Fazer parto normal ou cesariana?”.

O parto normal tem muitas vantagens sobre a cesariana, pois o corpo da mulher foi preparado para isso, portanto a recuperação é mais rápida e as chances de surgirem hematomas e infecções na mãe e no bebê são muito menores, pois o parto normal é o término natural de uma gravidez. “O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer”, diz o obstetra Luiz Fernando Leite, das maternidades Santa Joana e Pro Matre, em São Paulo.

Por vezes podem ocorrer algumas complicações que colocam em risco a vida da mãe e do bebê, por isso muitas vezes a cesariana é a saída, “Mas quando a cirurgia é agendada com muita antecedência, corre-se o risco de a criança nascer prematura, mais magra e com os músculos ainda não completamente desenvolvidos”,afirma Leite. Há alguns fatores que podem fazer o médico optar por uma cesariana, como é o caso de hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, insuficiência placentária, problemas do coração e do rim, entre outros.

Contrações constantes e regulares – Trabalho de parto

Quando a mãe começa a sentir algumas contrações não dolorosas, mas frequentes, é sinal de que o bebê já está querendo vir ao mundo e já é hora de ir para o hospital. No hospital serão feitos alguns procedimentos de rotina e o médico obstetra irá avaliar a dilatação do colo do útero e a posição do bebê.

Se o colo do útero estiver dilatado e a criança estiver em posição cefálica (de cabeça para baixo), o parto normal poderá acontecer. Em algumas mulheres a dilatação do colo do útero deve ser induzida. Para isso, usa-se o hormônio sintético ocitocina, que é produzido naturalmente pela gestante durante o trabalho de parto.

Quando as contrações começam com um ritmo constante e regular, inicia-se o trabalho de parto. Muitos médicos, para aliviarem a dor das mamães, recorrem a uma anestesia que associa a anestesia raquidiana usada na cesárea com a anestesia peridural. “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, afirma a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Sendo assim, a mãe consegue fazer a força necessária para impulsionar a criança para fora.

Quando o bebê passa pelo canal vaginal, ele tem todo o seu corpinho comprimido, inclusive o seu tórax, mas não pense que isso é ruim para o bebê, pelo contrário: “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

Estresse do bebê em meio as contrações uterinas

Outro fato que ocorre durante o parto normal é o estresse que o bebê sente ao sofrer as contrações. Ao passar por esse estresse, o organismo do bebê irá liberar o hormônio cortisol. No organismo infantil a liberação desse hormônio faz com que seus pulmões funcionem muito bem, podendo até evitar futuras pneumonias. Após a saída do bebê, o útero irá se contrair mais uma vez para expulsar a placenta.

Episiotomia

Durante o trabalho de parto, o médico pode optar por fazer uma pequena incisão no períneo (região entre a vagina e o ânus), chamada de episiotomia. Essa incisão é feita quando o espaço é pequeno e não dá para a criança passar. Após o parto, o corte é suturado e cicatriza em poucos dias.

Quando em trabalho de parto, o organismo da mamãe já está produzindo ocitocina e prolactina, hormônios naturais que aceleram a descida do leite, portanto, assim que vem ao mundo o bebê já pode ser amamentado pela mãe. Após 48 horas do parto normal, mamãe e bebê já podem ir para casa.

Seis razões para tentar o parto normal

Se o parto normal é o desfecho natural de uma gravidez, por que fugir dele antes mesmo de saber se uma cesárea é de fato indicada para o seu caso? “O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer”, diz o obstetra Luiz Fernando Leite, das maternidades Santa Joana e Pro Matre, em São Paulo. É claro que, na hora do parto, às vezes surgem complicações. Aí, sejamos justos, a cesariana pode até salvar a vida da mãe e do filho. “Mas, quando a cirurgia é agendada com muita antecedência, corre-se o risco de a criança nascer prematura, mais magra e com os músculos ainda não completamente desenvolvidos”, adverte o obstetra.

Quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura”, afirma Mariano Sales Junior, da maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizonte. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso — de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.

Por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Segundo Washington Rios, coordenador da maternidade de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, não há o que temer. “A analgesia é perfeitamente capaz de controlar a dor”, afirma. Isso porque há mais de dez anos os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana, a mesma usada na cesárea, e a peridural. “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, explica a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora.

Exatamente 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. A recuperação só é mais demorada se for realizada a episiotomia, que consiste em um corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. Quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. O procedimento, no entanto, é indicado apenas nos casos em que há risco de lacerações na mãe, para facilitar a saída do bebê. Feita sem o consentimento da mulher, a episiotomia é considerada um tipo de violência obstétrica. Já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.

Como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI”, revela Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No parto normal, esse número cai para 3%. “A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago”, compara Kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer.

Parto normal afrouxa a vagina

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