Carinho do pai é fundamental no processo de amamentação

Muitos pais acreditam que não tem nada a ver com o processo de amamentação, dizendo “eu não tenho peito para amamentar, quem vai amamentar é minha mulher!”, por isso, muitas vezes eles não querem saber sobre o assunto, e acham insignificante estarem inseridos neste contexto. Mas, não é bem assim! O pai tem um papel fundamental na amamentação, que é cuidar, amar, dividir as tarefas com a esposa e ser alguém que contribui para que nada sobrecarregue a mulher neste momento.

O que fazer para ajudar na amamentação? 

O pai realmente não tem peito para dar leite materno ao bebê e esse nem é o foco, mas ele pode contribuir de várias outras formas como: pegar o bebê no berço para a mãe amamentar, deixar uma garrafinha d’água preparada ao lado do local onde a mamãe vai amamentar (afinal, amamentar dá muita sede!), preparar um lanchinho, como um sanduíche natural para que ela possa alimentar depois de amamentar o pequeno, pegar o bebê para arrotar, levar o bebê ao berço novamente para o berço após adormecer, enfim são inúmeras atividades que podem ser realizadas durante o ato de amamentar.

Dividir os afazeres domésticos

Tudo isso que eu disse acima exemplifica o papel do pai no ato da amamentação, ou seja, enquanto a mamãe estiver amamentando o pequeno. Porém, é extremamente importante abordar que pai não ajuda, pai dividi as tarefas com a mãe. Então, isso quer dizer, que os afazeres domésticos não é uma obrigação específica da mãe, mas também do pai, que precisa principalmente neste instante da maternidade doar-se aos cuidados com a mãe e com o bebê, lavar a louça, limpar a casa, passar a roupa, enfim, dividir tudo o que for necessário para que sua mulher esteja sempre disposta a praticar o aleitamento materno.

Descansar é fundamental!

Quando eu falo “dividir os afazeres domésticos”, eu não estou querendo direcionar tudo ao pai, é realmente DIVIDIR as ações. Entretanto, quando os dois trabalham juntos o tempo todo, não sobra tempo para nenhum descansar, ou seja, os dois estarão sempre cansados, exaustos, estressados, impacientes. Assim, é fundamental que um descanse e depois o outro descanse, e vice e versa. Um dia a mãe dorme um pouco mais, no outro dia o pai dorme um pouco mais, e assim por diante. Desta maneira, nenhum dos dois se sentirão sobrecarregados e a harmonia entre o casal vai fluir.

Mães precisam aceitar essa divisão

Algumas mulheres acham que ser “super mães” é dar conta de tudo sozinha, e ter a obrigação de conseguir resolver individualmente todos os problemas, passar por todas as angústias e frustrações sem desabar e dizer: “eu não consigo sozinha!”. A maternidade é muito gratificante, mas não é fácil. Vai valer a pena? Claro! Mas, incluir o pai neste processo de construção é indispensável, ele precisa se sentir útil, parte deste meio. Vocês serão bem mais felizes assim, acredite!

Fazer cursos na gestação é imprescindível!

Quando as mulheres desde a gravidez decidem incluir os pais em todo o processo gestacional e resolver efetivar cursos relacionados à amamentação e cuidados com o bebê juntamente com o parceiro, ao invés de desfrutarem de uma maternidade um pouco mais complexa no início, vão usufruir de uma contribuição mútua, ambos saberão compartilhar as experiências, compreender melhor o que o recém-nascido está buscando expressar, e vivenciar momentos mais tranquilos. Quando o casal participa de cursos durante a gravidez, até os “palpites desnecessários”, principalmente em relação a amamentação, de pessoas alheias, não são aceitos pelo próprio pai, pois ele passa a compreender o que é o melhor para o seu filho.

Carinho do pai com a mãe

Por isso, é extremamente importante que o pai sempre olhe para a sua companheira com amor, carinho, dedicação e cuidado, pois, neste instante é disso que ela precisa. Uma mãe não precisa de apontamentos constrangedores, comentários maldosos “você não está dando conta!”, de acordar de madrugada sozinha todas às vezes que o bebê chorar, ou realizar qualquer atividade individualmente. Ela precisa de companheirismo, precisa se sentir querida e acolhida, características que também contribuirão para a liberação e produção do leite materno. Abrace essa mãe!

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