Palestra: Parto Seguro e versão cefálica externa

No dia 7 de Maio aconteceu a palestra no anfiteatro da prefeitura em Uberlândia, onde os temas estavam vinculados ao parto seguro, primordialmente sobre a humanização do parto. Os palestrantes foram mestres, doutores ou coordenadores dos bairros existentes na cidade que emitem o cuidado diretamente ao grupo de gestantes.

As gestantes são pacientes que merecem toda a atenção durante o pré-natal. Por isso, é necessário compreender todas as orientações possíveis que nós como profissionais precisamos repassar a elas com a maior riqueza de detalhes existentes.

É de extrema importância que quando uma mulher vai na unidade com o intuito de iniciar o seu pré-natal, o profissional capacitado para abrir o seu sis pré-natal saiba exprimir a ela todas as informações necessárias, principalmente os sintomas de risco É que podem acontecer ao decorrer dos trimestres da gravidez.

É imprescindível que todas as pacientes que frequentam a unidade consigam sair do âmbito de acolhimento e início de pré-natal orientadas do que pode ocorrer durante o processo gestacional, data provável do parto, exame de toxoplasmose realizado, e pedidos de vários outros tipos de exames indispensáveis a análise clínica e médica.

Foi mostrado um documentário onde foi evidenciado os pontos positivos do parto normal. Nele, foi abordada a questão de anos anteriores não terem a oportunidade de a mulher escolher entre o parto normal e a cesárea. Mas, dentre tantas lutas atualmente é possível optar pelo parto normal. Vários eventos estão sendo criados com a aglomeração de profissionais da saúde para despertar o tema entre as mulheres e convencer as gestantes a escolher o parto humanizado. Antes, a cesárea era primordialmente acatada, mas, agora o parto normal está tomando conta das escolhas.

Outro assunto abordado foi a versão cefálica externa. Ou seja, quando o bebê está encaixado de maneira invertida, com a cabeça para cima e o bumbum para baixa, há esta técnica de manobra externa para que o profissional consiga girar o bebê, encaixá-lo de maneira correta e realizar o parto normal. Muitas mulheres ainda tem resistência a esta técnica, por isso a taxa de aderência não é muito extensa, mas, aqui em Uberlândia já foi realizada a técnica e a mãe a qual passou por todo o processo elogiou muito o trabalho e ficou extremamente feliz por ter tido a possibilidade de ter o parto normal.

Programação:

Roda de conversa sobre os avanços da assistência obstétrica no Hospital Maternidade Municipal de Uberlândia – HMMU e a interface com os outros pontos de atenção da Rede em Uberlândia.

Apresentação do Protocolo de Parto Seguro

Assistência à saúde

Primum non nocere – Hipócrates (Século IV a.c.).

“A primeira condição do hospital é não prejudicar o doente.” (Florence Nightingale – 1853).

– Modelo do Queijo Suiço (Reason, 1191).

Equipes:

Obstetrícia

Pediatria

Enfermagem

Secretaria Municipal de Saúde

Motivo:

O hospital e maternidade municipal de Uberlândia faz parte de uma rede integrada atenão básica e assistência de Urgência.

Programa de Parto Seguro:

Assistência na Rede Primária (Pré-natal)

Sorologia maternas anotadas no cartão do pré-natal

Cultura para Estreptococo B, anotada no cartão do pré-natal,

USG

Identificação e tratamento adequado das intercorrências da gestação conforme protocolo da rede municipal.

Identificação de risco psicossocial

Acompanhamento das gestantes

Estímulo ao parto normal e sensibilização das gestantes com relação a naturalidade do parto, enquanto processo fisiológico.

Manter diálogo com a mulher e seu acompanhante orientando-se e esclarecendo-lhes as dúvidas e seus temores em relação á gestação, trabalho de parto, parto e puerpério, puericultura e planejamento familiar.

Estimular postura ativa do casal e direto de participar das decisões.

Promover visitas das gestantes e acompanhantes ás unidades de referência para o parto.

Alguns critérios de encaminhamento:

Primigesta em trabalho de parto com dilatação < 4 cm;

Trabalho de parto com dilatação >2 cm em paciente com cesárea prévia, multíparas e/ou condição social de alta vulnerabilidade

Trabalho de parto prematuro

Alguns critérios de exclusão

Gestação entre 20 e 30 semanas;

Malformações congênitas;

Gestantes com doenças infecciosas;

Gestantes cardiopatas, nefropatias, pneumopatias;

Gestantes com sorologia positiva para HIV.

Equipe de Enfermagem

Acolhimento com avaliação de critérios para estratificação de risco.

Comunicação com a gestante e acompanhante;

Identificar risco da gestante em Quadro de Pacientes;

Garantir a privacidade controle de ruído (sempre que possível) e de luminosidade;

Garantir espaço para deambulação;

Auxiliar o médico obstetra e pediatra

Doula voluntária

Suporte emocional que consiste em encorajar tranquilizar e estar presente continuamente com a gestante. Medidas de conforto físico como massagens e compressas. Suporte de informações através de orientações e instruções. Interface entre a equipe de atendimento e o casal facilitando a comunicação.

Maternidade obstetra

Avaliar bem estar físico e psíquico.

Estimular a participação da mãe e da família nos cuidados com recém nascido através de atividades educativas.

Realizar primeiro exame físico.

Gerenciamento

Indicador.

Apgar no 5 minuto.

Taxa de episiotomia.

Adesão ao cheque list parto seguro

Adesão ao partograma.

Taxa de amamentação na 1 hora e contato pele a pele.

% uso de complemento na maternidade.

Taxa de infecção puerperal.

Oportunidades de melhoria

Parametros avaliados.

Controle BCF.

Partograma – abertura.

Partograma – preenchimento.

Estratificação risco.

Check list parto seguro.

Contato pele a pele.

Controle pós-parto.

Conformidade geral.

Analgesia de parto.

Plano de parto.

Contato pele a pele no parto cesáreo.

Presença do acompanhante na recuperação pós-parto.

 

Banca colaborativa de mestres e doutores (mãe coruja projeto)

O tema parto seguro sugeriu orientações que podem ser dadas a população em relação ao parto. Foi mencionado que o acolhimento entre a unidade e a gestante é algo indispensável e que os profissionais de saúde devem ter o vínculo com a família da paciente para acompanhar diretamente cada progresso de gestação dessa mulher.

O cartão da gestante é algo valiosíssimo e um grande desafio, pois, em algumas unidades não são anotadas informações necessárias à avaliação durante o pré-natal, por isso, foi explicitado a importância de descrições corretas referente ao estado da gestante no momento da consulta para que o acompanhamento contínuo nas consultas de enfermagem e médica serem mais bem feitas e concretizada de maneira eficaz tanto para unidade responsável pelo caso em questão quanto para a grávida e seus familiares.

O grupo das gestantes também foi um tópico evidenciado e exaltado, pois, sabe-se que os grupos são onde muitas dúvidas surgem e tem o intuito de oferecer a todas as gestantes, uma maior segurança a cerca do processo gestacional mensal. Além da formação dos grupos será importante para cada unidade selecionar temas qualificados para a abordagem durante a roda para que ao fim do pré-natal de cada uma todas as dúvidas sejam sanadas e elas se sintam acolhidas pelo PSF e propague as ações positivas para novas gestantes que também residem no bairro provocando o interesse de participação no grupo.

Muitas gestantes realizam todo o pré-natal na atenção básica, por esse motivo relatam a importância de criar um vínculo e cuidado integral com maior extensão associado á elas e também para proporcionar maior segurança quando há queixas de algum sintoma que para muitas não é normal. Muitos conflitos surgem nos hospitais quando o assunto é gestante, pois, as ocorrências que acontecem aumenta a ansiedade dos pais e muitas vezes fazem insinuações que não são tão coerentes com o atendimento inferido ao paciente.

Por isso, mesmo que algo anormal esteja acontecendo é imprescindível que a grávida confie nas orientações profissionais do médico para que o trabalho da saúde pública esteja cada vez mais convincente e capacitada para atender as demandas que lhes confere. O parto seguro para todos da banca, é a melhor opção de parto para as grávidas pelo fato de o vínculo materno ser mais amplo.

Segundo momento da palestra

Versão cefálica externa – Desafio para a prática e desenvolvimento profissional no Brasil.

Objetivos do encontro

Analisar principais dados do Term Breech Trial

Apresentar principais guidelines sobre VCE

Apresentar experiência em VCE no município de Uberlândia: perspectiva de profissionais e gestantes.

Discutir propostas de implementação de serviços de VCE no município.

O problema: apresentação pélvica.

Artigo científico internacional analisado

 

Critérios de inclusão

Gravidez única

Apresentação pélvica (completa ou franca)

IG >37 semanas

Critérios de exclusão

Evidencia desproporção céfalo-pélvica

Macrossomia fetal ou peso fetal >4000g.

Hiperextensão cabeça fetal.

Anomalias fetais (hidrocefalia).

Contraindicação ao parto vaginal (placenta prévia).

Análise: Foi verificado erros na contabilização de mortes por parto vaginal deixando de excluir os parâmetros inferidos aos critérios de exclusão.

Guidelines preconizam para contra-indicações de exclusão:

Pouco líquido

Fetos com restrição

Má formação uterina

Membranas rotas

Versão cefálica externa – Descrições

Taxa de sucesso: 50%

B-miméticos

Analgesia

IG>36-37 semanas

Complicações

– Alterações FCF/CTG

– Descolamento prematuro de placenta: < 0,5%

– Retorno á posição pélvica: 5%

– Alternativa para diminuição das taxas de cesarianas.

O procedimento não deve ser realizado anterior á 36 semanas, pois, o bebê pode voltar à posição cefálica. Pode existir também a alteração transitória dos batimentos cardíacos do bebê durante a atuação da manobra.

Uberlândia/MG: 654.000 habitantes

Taxa de parto cesáreo = 75,9%

Como implementar serviços de VCE?

Barreiras

Mulheres

Medo

Preferência por PC

Informação incompleta

Complicações prévias com PV entre familiares/amigos

Profissionais

Falta de conhecimento para informar o consentimento

Inabilidade de aconselhar mulher que prefere PC

 

Facilitadores

Mulheres

Desejo por PV

Confiança na segurança

Profissionais

Políticas públicas/guidelines

A proposta da SMS

Pacientes entre 35-37 s

Ultrassonografia – Aconselhamento

Consultas do pré-natal

Pré – procedimento

Consentimento informado -> Procedimento 37 semanas.

Parto Seguro

Faça seu comentário!

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios devem ser marcados *

Comment *