Bebês que não conseguem manter a pega na amamentação

O interesse do bebê parece ótimo, ele consegue iniciar a sucção, porém, em período curto, ele larga a mesma, chora ou parece estar “sufocado”, não conseguindo manter a pega na amamentação. Novamente a recusa do bebê passa a ser uma causa de estresse, rejeição e frustração. Quais as possíveis causas desta situação?

Postura do bebê no colo da mãe

Primeiramente, temos que verificar a postura. Ele pode estar sendo colocado fora do nível da mama, tendo que se esticar ou virar o pescoço, pode estar sem apoio no dorso, encontrando-se solto e desorganizado, havendo dificuldade de se manter no nível do peito. Devemos orientar e ajudar a mãe, mostrando como se deve segurar o bebê, logo, facilitando a manutenção da pega.

Balançar o bebê resolve?

Outras vezes, a mãe se balança, ou balança a criança (por nervosismo, distração ou motivos culturais) e, com isso, fica difícil que ela permaneça no seio. Devemos explicar à mãe que não há necessidade de “embalar o bebê” e que a sua movimentação, ou a da criança, não irão ajudá-la e nem ao seu filho, a conseguir uma boa pega.

Algumas condições podem interferir na respiração do bebê. Por exemplo: a flexão da cabeça contra o peito (levando o nariz a ficar pressionado contra a mama da mãe), um seio muito grande (que pelo volume também pode obstruir as narinas) e uma obstrução nasal local.

O bebê começa a mamar, mas por não conseguir respirar adequadamente não consegue manter a sucção.

Posição “Bola de Futebol Americano”

A intervenção consiste em orientarmos a mãe para não fletir a cabeça do recém-nascido. Se a mama for grande, amamentar com o bebê na posição de “bola de futebol americano” (bebê apoiado no braço do mesmo lado da mama a ser oferecida, mão da mãe apoiando a cabeça da criança, corpo da mesma mantido na lateral abaixo da axila), pois ajuda deixar as narinas livres. Em casos de obstrução nasal, usar procedimentos recomendados para melhorá-las conforme a idade.

Posição “Bola de Futebol Americano”

posição bola de futebol americano

Fluxo intenso de leite e esvaziamento das mamas

Muita mulheres possuem uma produção aumentada de leite, levando a um fluxo inicial abundante. O bebê começa a sugar, e quando o reflexo de ejeção começa, ele se engasga e larga o peito “sufocado ou chorando”, o que dificulta a pega na amamentação. Várias vezes a mãe observa o leite jorrando quando a criança se afasta, chegando a molhar sua face.

Devemos verificar se as mamas não estão ficando cheias em decorrência das mamadas estarem limitadas por tempo.

Esvaziar as mamas antes das mamadas constitui uma estratégia importante para diminuir o fluxo, assim como deixar o bebê mamar em apenas um peito em cada mamada. Deve-se tomar o cuidado de ordenhar a outra mama para que esta não venha a ficar cheia em demasia, podendo complicar com ingurgitamento e mastite.

Quando o bebê não consegue manter a pega na amamentação, o que fazer?

  • Primeiramente, deve-se observar a posição da mãe e do bebê. O bebê precisa estar colocado no nível da mama;
  • Não é necessário balançar o bebê no momento da amamentação, isso só irá dificultar a pega correta na mama;
  • Observar se o nariz do bebê está livre, se ele não está com obstrução nasal;
  • Não é preciso fletir a cabeça do recém-nascido para amamentar;
  • Caso a mama seja grande, a posição “bola de futebol americano” é super indicada;
  • Quando há fluxo intenso de leite, o ideal é esvaziar as mamas antes das mamadas.

pega na amamentação

 Referência Bibliográfica:
  • REGO, José Dias. Aleitamento Materno – “Bebês que recusam o peito”. 3ª edição. São Paulo. Editora Atheneu, 2015.

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