Pentavalente: saiba quais doenças a vacina previne

É uma associação dos toxoides diftérico e tetânico com a Bordetella pertussis inativada em suspensão, antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg) e oligossacarídeo conjugados de Haemophilus influenzae tipo b (Hib), além de outros componentes, tais como: fosfato de alumínio e timerosal. Também conhecida como vacina pentavalente.

Apresenta-se na forma líquida em suspensão injetável, em frasco monodose, contendo 0,5 mL.

A vacina imuniza contra as doenças: Difteria (também conhecida como crupe, seu contágio é por meio do contato com os infectados, através de suas secreções ou com os objetos contaminados por eles); Tétano (seu contágio é através de ferida originada por objetos pérfuro-cortantes ou apenas cortantes como tesoura, agulha, vidros, arames, latas velhas ou até espinhos de plantas); Coqueluche (é uma doença transmissível por meio do contato com secreção de mucosas, como a boca e o nariz, através de espirro e fala de pessoas contaminadas); Infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b (meningite, sinusite e pneumonia); Hepatite B (através do parto, onde o bebê entra em contato com o sangue infectado da mãe e através do sangue de alguma pessoa contaminada, como em transfusões).

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Indicações da pentavalente

Está indicada para proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (meningite e outras infecções).

Idade para aplicação

É indicada a partir dos 2 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

Esquema básico

É de três doses com intervalo de 60 dias entre as doses (aos 2, 4, e 6 meses de idade). O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias para crianças com idade superior a 6 meses. Os reforços (aos 15 meses e aos 4 anos) devem ser feitos com a vacina DTP e a cada 10 anos com a vacina dT. Ressalta-se que faz parte do esquema, para os recém-nascidos, a aplicação da vacina contra a hepatite B monovalente (recombinante), preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.

Contraindicações da pentavalente

A primeira dose está contraindicada para crianças que apresentaram convulsões ou anormalidades neurológicas no período neonatal, sendo essa contraindicação para o componente pertussis. Não se recomenda a sua aplicação para crianças que apresentaram hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina ou que tenha se manifestado sinais de hipersensibilidade após uso prévio das vacinas de difteria, tétano, coqueluche, hepatite B ou Hib. Também se contraindica para as crianças com idade superior a 7 anos e para aquelas que apresentaram em dose anterior qualquer das situações abaixo:

  • a. encefalopatia nos primeiros sete dias após dose anterior (completar o esquema com dupla infantil – DT, com a vacina contra hepatite B monovalente e com a  vacina Hib, aplicadas separadamente e em locais diferentes);
  • b. convulsão febril ou afebril até 72 horas e episódio hipotônico hiporresponsivo (EHH), até 48 horas após a administração da vacina anterior (completar o esquema com tríplice bacteriana acelular – DTPa, com a vacina contra a hepatite B monovalente e com a vacina Hib, idem à recomendação anterior);
  • c. reação anafilática nas primeiras duas horas (interromper a imunização com esses componentes, uma vez que não é possível saber qual deles desencadeou a anafilaxia e, caso necessário, realizar imunização passiva contra o tétano);
  • d. púrpura trombocitopênica pós vacinal, devido possível associação com o componente da hepatite B.

Aplicação da pentavalente

A dose a ser aplicada é de 0,5 mL.

A via é intramuscular profunda. Nas crianças menores de 2 anos, a injeção pode ser feita no músculo vasto lateral da coxa e nas maiores, no músculo deltóide.

Utiliza-se a seringa de 3,0 mL e agulha 20 x 5,5 (vasto lateral da coxa) e 25 x 7,0 no músculo deltoide ou região glútea. A musculatura deve ser avaliada, tendo em vista que a agulha 25 x 7,0 tem se mostrado adequada para aplicação no vasto lateral da coxa na maior parte das crianças.

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Intervalo entre outras vacinas

Pode ser feita simultaneamente com outras vacinas, não implicando ineficácia, nem prejuízos para a pessoa vacinada. Não existe problema quanto ao intervalo entre outras vacinas quando não realizada no mesmo dia. Se mais de uma vacina for aplicada simultaneamente, devem-se utilizar sítios diferentes para aplicação. Em caso de mais de uma aplicação no mesmo membro (casos de atraso vacinal), administrar com, no mínimo, 2,5 cm de distância entre elas.

Eficácia

A vacina confere eficácia de 80% a 90% para difteria; 75% a 80% para coqueluche, de 95% ou mais para hepatite B e aproximadamente 100% para o tétano e para o Haemophilus influenzae do tipo b.

Eventos adversos

As reações locais são: dor, rubor, edema e enduração.

As reações sistêmicas podem ser febre, perda de apetite, agitação, choro persistente, manifestações gastrointestinais (vômito e diarreia) mal-estar e irritabilidade. Outras manifestações sistêmicas mais graves também podem ocorrer: sonolência, choro incontrolável e prolongado, convulsão (até 72 horas), síndrome hipotônico-hiporresponsiva – SHH (até 48 horas) e encefalopatia (dentro de 7 dias) após o recebimento de qualquer uma das doses da pentavalente. Nesses casos, utilizar as vacinas recomendadas (conforme comentado no item das contraindicações).

Conservação

Em todas as instâncias da rede de frio, a conservação é feita na temperatura entre +2ºC a +8ºC. Não pode ser congelada. Consultar a orientação do laboratório produtor sobre a validade do frasco multidoses após a abertura.

Situações especiais

As crianças na idade de 1 a 4 anos que não receberam o esquema básico ou receberam de forma incompleta, devem receber uma dose da vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada) e hepatite B (pentavalente) e as demais doses deverão ser feitas com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP).

As crianças em idade a partir dos 5 anos que não completaram o esquema de três doses ou não receberam nenhuma dose da vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada) e hepatite B iniciar ou completar o esquema com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP) e a vacina contra hepatite B separadamente, nos esquemas recomendados para cada uma dessas vacinas. Caso essas crianças estejam em idade superior a 7 anos, utiliza-se o esquema com vacina adsorvida difteria e tétano, também conhecida como dT ou dupla tipo adulto e a vacina contra hepatite B (recombinante), de acordo com a indicação para a faixa etária.

Diante de um caso suspeito de difteria, deve-se avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os comunicantes domiciliares e escolares de casos de difteria não vacinados ou com esquema incompleto ou com situação vacinal desconhecida, administrar 1 dose da vacina DTP (em crianças até 6 anos, 11 meses e 29 dias) e dT (crianças com 7 anos ou mais). Em caso de ferimentos graves, antecipar a dose de reforço quando a útlima dose foi administrada há mais de 5 (cinco) anos.

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Referência Bibliográfica:

  • Vacinas: Orientações práticas/Rosana David, organizadora; Lourdes Bernadete S. P. Alexandre_4. ed. São Paulo: Martinari, 2015.

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