Vacina contra febre amarela: saiba quando é necessário tomar

A vacina contra febre amarela é preconizada para uma grande extensão do país onde a transmissão é estimada provável, especialmente para pessoas não vacinadas e que se expõem em regiões de mata, onde o vírus acontece facilmente.

Doença (Febre Amarela) – Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, ocasionada por vírus e transmitida por vetores. Comumente, quem adquire este vírus não apresenta sintomas ou eles são quase imperceptíveis. As principais manifestações da febre amarela são inesperadas: febre alta, cansaço, dor de cabeça, calafrios, náuseas e vômitos e dor muscular por aproximadamente três dias.

A forma mais grave da doença é incomum, e costuma surgir depois de um conciso tempo de bem-estar (até dois dias), quando podem advir insuficiências renal e hepática, icterícia, manifestações hemorrágicas e fadiga intensa. A maioria dos indivíduos infectados se recuperam bem e adquire imunização inalterável contra a febre amarela.

A vacina contra febre amarela é preconizada para uma grande extensão do Brasil onde a transmissão é meditada provável, sobretudo para pessoas não vacinadas e que se aventuram em regiões de mata, onde o vírus incide facilmente. A vacina está indicada nas atuações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação), e precisa ser administrada em residentes da Área Com Recomendação de Vacina (ACRV) e em viajantes que vão para esse local.

Transmissão

A transmissão da febre amarela na área urbana só acontece por meio da picada de mosquitos Aedes aegypti, por esse motivo, a prevenção deve ser realizada afim de impedir a disseminação da doença. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e seus arredores.

Qualquer recipiente (latas, pneus, caixas d’água) com água limpa parada, favorece a proliferação desses mosquitos. A fêmea do mosquito põe seus ovos, eles irão eclodir e a partir de então nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Assim, deve-se evitar a acumulação de água parada em recipientes destampados.

Prevenção

Para extinguir o mosquito adulto, em ocorrência de epidemia de febre amarela ou dengue, deve-se efetivar a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Ainda, devem ser adotadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra febre amarela, principalmente para aqueles que residem ou vão viajar para extensões com indicativos da doença. Outras medidas preventivas são o uso de mosquiteiros, repelentes e roupas que protejam todo o corpo.

vacina contra febre amarela

Vacina contra febre amarela

Cepa atenuada de vírus vivos da febre amarela, conservantes e estabilizantes. Apresenta-se liofilizada em frasco-ampola de múltiplas doses, acompanhado de ampola de diluente.

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Indicações da vacina contra febre amarela

Devem se imunizar crianças a partir de nove meses, adolescentes e adultos que habitam em terras brasileiras consideradas como regiões de indicação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de constatação da vacinação.

Como mencionado anteriormente, a comprovação de vacinação é determinada por alguns países a viajantes brasileiros, já que o Brasil é analisado endêmico para a doença.

O documento internacional de registro da vacina é denominado Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Para retirada do CIVP, é necessário buscar pelos serviços públicos ou privados licenciados para tal, pessoalmente, e estar em mãos com o RG (documento de identidade com foto) e a carteira de vacinação, apresentando o registro da vacina.

Quando existe contraindicação para a realização da vacina, o médico precisará emitir o certificado de exoneração da vacinação contra febre amarela com a justificativa da exoneração. O documento consente a permissão da entrada de não vacinados nos países que estabelecem o CIVP de indivíduos nativos de áreas endêmicas.

No Brasil é indicada na rotina de áreas endêmicas, áreas de transição e áreas de risco potencial para febre amarela; também indicada para viajantes a essas áreas com 10 dias de antecedência.

Idade para aplicação

Aplicar a vacina a partir dos 9 meses. Não há idade máxima para aplicação.

Esquema básico

Aplicar 1 dose inicial e reforços a cada 10 anos. A viajantes para locais com recomendação, ou países que determinam o CIVP é orientada a comprovação de somente uma dose na vida.

Contraindicações da vacina contra febre amarela

  • Reação anafilática à ingestão de ovo;
  • Crianças menores de 6 meses;
  • Gestantes e mulheres que estejam amamentando;
  • Vide contraindicações gerais à vacinação de vírus vivos;
  • Indivíduos portadores do vírus HIV, sintomáticos e com imunossupressão grave comprovada por exames laboratoriais;
  • Indivíduos que apresentam imunodepressão grave por doença ou uso de medicações;
  • Pessoas que tenham apresentado doença neurológica desmielinizante no tempo de seis semanas após a administração da dose anterior da vacina;
  • Indivíduos submetidos a transplante de órgãos;
  • Pacientes com câncer;
  • Pessoas com histórico pregresso de doenças do timo (timoma, casos de ausência de timo, miastenia gravis, ou excisão cirúrgica);
  • A administração da vacina em indivíduos a partir de 60 anos deve ser evitada, a menos que exista alto risco de infecção.

Intervalo entre outras vacinas

Não deve ser administrada simultaneamente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), devendo-se estabelecer um intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Aplicação

A dose a ser aplicada é de 0,5 mL.

A via é subcutânea, na região posterior do braço (primeira escolha) ou região dorsoglútea.

Utilizar seringa de 2,0 ou 3,0 mL e agulha 13×4,5.

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Eficácia

Cerca de 95% ou mais.

Eventos adversos da vacina contra febre amarela

Local: dor.

Sistêmico: cefaleia, febre e mialgia após o 6º dia. Reação imediata de hipersensibilidade e encefalite são raras.

Embora muito raros, podem advir episódios graves: reações alérgicas, doença neurológica (meningite, doenças autoimunes com inclusão do sistema nervoso central e periférico, encefalite) e patologia em órgãos (infecção pelo vírus vacinal acarretando agravos parecidos aos da doença).

Conservação

Na instância central deve ser conservada a -20ºC, enquanto na instância regional e local a conservação do imunobiológico deve ficar entre +2ºC a +8ºC. Depois de diluída deve ser utilizada por um período máximo de 6 horas (verificar se há outra orientação do laboratório produtor).

Situações especiais

Durante surtos de febre amarela deve-se antecipar a idade da primeira dose para seis meses. O Ministério da Saúde contraindica a vacinação para gestantes e mulheres que estejam amamentando. Nos casos de risco de contrair a doença, a mulher deve buscar orientação médica quanto ao risco epidemiológico e a indicação da vacina, devendo-se ponderar o risco/benefício. A aplicação dessa vacina para pessoas a partir de 60 anos de idade também depende da avaliação de risco da doença e do benefício da vacina.

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Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados específicos antes de administrar a vacina.
  • Em caso de febre orienta-se aprazar a vacinação até a melhora.
  • A aplicação da vacina em portadores de lúpus eritematoso sistêmico ou outras doenças autoimunes precisa ser analisada com cautela, pois pode existir imunossupressão nesses pacientes.
  • Pacientes transplantados de células de medula óssea também precisam ser avaliados, ponderando o estado imunológico e o risco epidemiológico, respeitando-se o tempo mínimo de 24 meses após o transplante.
  • A presença de qualquer sintoma grave e/ou inesperado depois da aplicação da vacina precisa ser notificado ao serviço que a efetivou.
  • Qualquer acontecimento adverso grave e/ou inesperado precisa ser comunicado às autoridades de saúde.

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Referência Bibliográfica:
  • Vacinas: Orientações práticas/Rosana David, organizadora; Lourdes Bernadete S. P. Alexandre_4. ed. São Paulo: Martinari, 2015.

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