Vacina DTP (Tríplice Bacteriana) – Difteria, Tétano e Coqueluche

A vacina DTP É uma associação dos toxoides diftérico e tetânico com a Bordetella pertussis inativada em suspensão, tendo o hidróxido ou fosfato de alumínio como adjuvante e o timerosal como conservante. Apresenta-se sob a forma líquida em frasco-ampola de dose única ou de múltiplas doses. Também conhecida como vacina DTP.

Indicações

Está indicada para proteção contra difteria, tétano e coqueluche.

Idade para aplicação

Pode ser utilizada a partir dos 2 meses até 6 anos, 11 meses e 29 dias. No entanto, com a utilização da vacina pentavalente, seu uso tem sido como reforço do componente DTP da vacina pentavalente. Não deve ser administrada a partir dos 7 anos.

Esquema básico

É utilizada como reforço da vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenzae b (conjugada) e hepatite B (recombinante), sendo o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos. O primeiro reforço pode ser feito 6 ou 12 meses após a terceira dose. Quando necessário, utilizar intervalo mínimo de 30 dias entre as doses do esquema básico.

Contraindicações da vacina DTP

Contraindica-se nos seguintes casos: encefalopatia nos primeiros sete dias após dose anterior (nesta situação completar o esquema com vacina adsorvida difteria e tétano infantil, também conhecida como dupla infantil – DT); convulsão ou síndrome hipotônico-hiporresponsiva (completar com vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis acelular – DTPa); reação anafilática (interromper a imunização com esses componentes, uma vez que não é possível saber qual deles desencadeou a anafilaxia e caso necessário, realizar imunização passiva contra o tétano); é também contraindicada a partir de 7 anos de idade, quando se indica a vacina adsorvida difteria e tétano (também conhecida como dupla adulto – dT).

Aplicação

A dose a ser aplicada é de 0,5 mL.

A via é intramuscular profunda. Nas crianças menores de 2 anos, a injeção pode ser feita no músculo vasto lateral da coxa e nas maiores, no músculo deltoide ou na região glútea.

Utiliza-se a seringa de 3,0 mL e agulha 25 x 7,0 no músculo deltoide e região glútea.

Intervalo entre outras vacinas

Pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas recomendadas pelo Programa Nacional de Imunizações, não implicando ineficácia, nem prejuízos para a pessoa vacinada. Não existe problema quanto a intervalo entre outras vacinas quando não realizada no mesmo dia.

Eficácia da vacina DTP

Cerca de 80 a 90% para difteria; 75 a 80% para coqueluche e aproximadamente 100% para o tétano.

Eventos adversos

As reações locais são: dor, rubor, edema e enduração.

  • As reações locais (rubor, calor, endurecimento e inchaço, seguidos ou não de dor, pouco intensos e limitados ao local da aplicação) são muito comuns, podem danificar temporariamente a movimentação do membro e gerar claudicação. Estas reações derivam possivelmente da atuação irritativa dos elementos da vacina, especialmente do adjuvante contendo alumínio.
  • Em alguns casos pode surgir nódulo indolor no local da administração da vacina, que só é totalmente reabsorvido ao final de algumas semanas. Ocasionalmente, pode existir desenvolvimento de abscesso (tumor com substância líquida) no local da aplicação, que pode ser: estéril (abscesso frio, que pode ser ocasionado pela inoculação subcutânea incogitada de uma vacina intramuscular pelo seu caráter irritante ou de seu veículo adjuvante) ou séptico (abscesso quente, contendo pus que se constituiu como resultado de uma infecção bacteriana secundária).
  • A assiduidade de manifestações locais acresce com a aplicação das doses seguintes.
  • O prognóstico das ocorrências adversas locais é bom, com progresso para cura natural na maioria das vezes.

As reações sistêmicas podem ser febre, perda de apetite, agitação, choro persistente, mal-estar e irritabilidade. Outras manifestações sistêmicas mais graves também podem ocorrer: sonolência, choro incontrolável e prolongado, convulsão (até 72 horas), síndrome hipotônico-hiporresponsiva – SHH (até 48 horas) e encefalopatia (dentro de sete dias) após o recebimento de qualquer uma das doses do componente DTP. Nesses casos utilizar as vacinas recomendadas (conforme comentado no item das contraindicações). Nos casos de febre a partir de 38,5 ºC, após a administração da dose anterior, recomenda-se o uso de antitérmico profilático.

Eventos adversos no tempo de 48 horas posteriormente a administração da vacina tríplice DTPvacina dtp

Conservação

Em todas as instâncias da rede de frio, a conservação é feita na temperatura entre +2ºC a +8ºC. Não pode ser congelada. O frasco depois de aberto pode ser utilizado até o final, respeitando-se o prazo de 15 dias (verificar se há outra orientação do laboratório produtor).

Situações especiais

Se a criança receber o primeiro reforço da vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP) na idade de 4 a 6 anos não será necessário o segundo reforço, devendo ser agendada para os reforços a cada 10 anos com a vacina adsorvida difteria e tétano – adulto (dT).

Na ocorrência de ferimento grave antes de a criança completar 7 anos e decorridos mais de 5 anos da última dose, aplicar mais uma dose da vacina DTP.

Gravidez e amamentação

Não se orienta a administração da vacina DTP em mulheres que estão gestantes. Entretanto, em caso de administração inadvertida, não existe registros de risco de teratogenicidade, contudo, quando é apresentada febre intensa, pode ampliar o risco de aborto ou de parto prematuro. A administração da vacina, também não é recomendada em mulheres que estão amamentando.

Referência Bibliográfica:

  • Vacinas: Orientações práticas/Rosana David, organizadora; Lourdes Bernadete S. P. Alexandre_4. ed. São Paulo: Martinari, 2015.

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