Vacina DTPa infantil: tríplice bacteriana acelular infantil

A vacina DTPa infantil (tríplice bacteriana acelular infantil) é uma vacina inativada, desta maneira, não há possibilidade de originar a doença. Inclui os toxoides diftérico e tetânico (provenientes das toxinas fabricadas pelas bactérias geradoras das doenças), e elementos da cápsula da bactéria da coqueluche (Bordetella pertussis), sal de alumínio como adjuvante, fenoxietanol, cloreto de sódio, e água para injeção.

Doença

A difteria é considerada uma doença grave, que pode ocasionar dificuldades respiratórias, problemas cardíacos, alterações neurológicas, pneumonia e até morte, sendo o risco maior de complexidades em idosos e crianças. Apresenta como contágio o contato com indivíduos infectados (secreções ou objetos contaminados por eles).

O tétano também é considerada uma doença grave, que provoca convulsões e contrações musculares que podem ser tão intensas de maneira a causar fratura dos ossos, e pode levar à morte. Seu contágio é através de ferida originada por objetos cortantes ou perfuro-cortantes (agulha, latas velhas, tesouras, vidros, espinhos de plantas, ou arames).

A coqueluche é uma doença que induz ataques frequentes de tosse que podem prejudicar a respiração. Também pode originar pneumonia, bronquite, convulsões, distúrbios cerebrais e morte. É transmissível através do contato com secreção da boca e nariz (espirro e gotículas de pessoas infectadas).

A vacina exerce instigando o organismo a fabricar sua própria proteção (anticorpos) contra estas doenças. Por ser acelular, composta somente de proteínas purificadas, a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) exibe possibilidade reduzida de causar reações adversas.

Indicações da vacina DTPa infantil

A vacina tríplice bacteriana acelular infantil é indicada para crianças com menos de 7 anos de idade. Mesmo que as mesmas já tenham apresentado tétano, difteria, doença provocada pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e/ou coqueluche, devem imprescindivelmente ser vacinadas, já que estas doenças não oferecem proteção permanente diante a novas infecções.

Contraindicações da vacina DTPa infantil

  • Crianças maiores de 7 anos de idade.
  • Crianças que manifestaram encefalopatia durante sete dias após à aplicação de dose anterior de vacina incluindo componente pertussis.
  • Anafilaxia provocada por qualquer elemento da vacina.

Esquema de doses da vacina DTPa infantil

Para a aplicação da vacina rotineira na infância (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses),  é viável optar pela vacina quíntupla (penta) ou sêxtupla, onde a DTPa é combinada a outras vacinas. Em relação a dose de reforço em crianças entre 4 e 5 anos de idade, a DTPa pode ser substituída por dTpa ou dTpa-VIP.

Via de aplicação

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

  • Não são mandatórios cuidados específicos antes da administração da vacina;
  • Em caso de febre, deve-se aprazar a vacinação até que aconteça a melhora;
  • Em indivíduos com doenças que acrescem o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser trocada pela subcutânea;
  • Compressas frias suavizam a reação no local da aplicação;
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado depois da administração da vacina precisa ser notificado ao serviço que a efetivou;
  • Sintomas de eventos adversos graves ou duráveis, que se delongam por mais de 24 a 72 horas, precisam ser analisados para averiguação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

Com a vacina DTPa os efeitos adversos apresentam uma frequência menor e de menor intensidade do que com a DTPw.

Manifestações locais da vacina DTPa infantil:

  • Edema, rubor e dor no local da aplicação ocorrem com 1,2% a 22,9% das crianças que foram imunizadas.
  • Edema exagerado, acometendo todo o membro, acontece em 2% a 3% das crianças imunizadas de quatro ou cinco doses da tríplice bacteriana acelular infantil (DTPa), comumente nas primeiras 24 horas. A melhora natural é observada em aproximadamente dois dias.
  • Mais ocasionalmente pode apresentar formação de abscesso no local onde a vacina foi administrada, estéril (abscesso frio) ou infeccioso (abscesso quente), purulento.

Manifestações sistêmicas da vacina DTPa infantil:

  • Febre leve a moderada atinge até 30% dos imunizados, principalmente quando é realizada a aplicação da primeira dose e nas primeiras 24 horas (comumente entre três e 12 horas).
  • Febre alta acontece em menos de três a cada mil crianças imunizadas.
  • Sono em excesso, em 30% a 52,2% das crianças imunizadas. Geralmente, começa nas primeiras 24 horas e pode prolongar até 72 horas depois. A melhora é espontânea, não sendo preciso conduta específica. Esse quadro não resulta sequela.
  • Falta de apetite de baixa intensidade e passageira é sintoma presente em até 27,2% dos imunizados.
  • Vômitos manifestam em 2,5% a 21,6% das crianças imunizadas, com melhora espontanea.
  • Choro prolongado foi observado em duas a cada mil crianças vacinadas, nas primeiras 24 horas.
  • Episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) pode ocorrer nas primeiras 48 horas com frequência de 0,7 a cada mil crianças vacinadas e não deixa sequelas. Costuma ser antevertido por irritabilidade e febre. A criança mostra-se pálida, perde o tônus muscular e a consciência. Esse episódio pode perdurar desde alguns minutos até horas, contudo, apesar de ser deseperador, melhora sem resultar em sequelas. Sua ocorrência não implica em tendência de repetição referente a aplicação de doses subsequentes.
  • Convulsão, nas 72 horas iniciais, também de caráter benigno – não provoca sequelas. A chance de acontecer é de 0,3 para cada mil crianças imunizadas. É recomendado que se realize uma investigação médica para certificar se foi de fato originada pela vacina. Como os casos de convulsão vinculam-se a febre e não à vacina, as próximas doses são indicadas.
  • Encefalopatia pós-vacinal é muito ocasional e não foi certificada vínculo com a vacina.
  • Manifestações de hipersensibilidade são muito raras e estão interligadas a manifestações alérgicas como urticária, ou, em casos mais graves, anafilaxia. Nunca foi observada qualquer ligação entre a anafilaxia e a vacina DTPa, de maneira que sua ocorrência não contraindica doses subsequentes da vacina. Tais manifestações podem aparecer várias horas ou dias depois da administração da vacina, podem ter origens distintas (viroses, alimentos e medicamentos, por exemplo), sendo pouco provável que voltem a aparecer depois da administração de dose subsequente, assim, não existe contraindicação.

Informações importantes

Devido ao crescimento de casos de coqueluche entre os adultos no mundo e da consequente transmissão desta doença para as crianças, orienta-se que todos os indivíduos (babás, pais, irmãos, avós) que cuidam de crianças com idade inferior a 1 ano de idade vacinem-se contra Difteria, Tétano e Coqueluche.

Referência Bibliográfica: Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM)

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