Vacina dTpa: Tríplice Bacteriana Acelular do Adulto

A vacina dTpa é composta de toxoide diftérico e tetânico e antígeno Bordetella pertussis (toxoide pertussis, hema-glutinina filamentosa, pertactina). Contém hidróxido e fosfato e alumínio, cloreto de sódio e resíduos de formaldeido. Apresenta-se na forma líquida, em enfrascagem monodose de 0,5 mL. Também conhecida como vacina dTpa.

Indicações da vacina dTpa

Indicada para proteção contra coqueluche, por transferência de anticorpos via placentária, para recém-nascido nos primeiros meses de vida. Assim, nas unidades de saúde do SUS está indicada para gestante a partir da 27ª semana de gestação. Por este mesmo motivo está indicada para os seguintes profissionais de saúde que atuam em maternidades, berçários ou UTI neonatal: médicos anestesista, ginecologista, obstetra, neonatologista, pediatra; enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem.

Idade para aplicação

Nas unidades de saúde do SUS deve ser aplicada em gestantes a partir da 27ª semana de gestação e para os profissionais de saúde que atuem em maternidades, berçários e UTI neonatal (a idade mínima para aplicação é aos 7 anos de idade).

Esquema básico

  • Uma dose a cada gestação a partir da 20ª semana de gravidez;
  • Pode ser empregada para a dose de reforço predita para os 4-5 anos de idade;
  • Preconizada para o reforço na adolescência;
  • Preconizada para os reforços em adultos e idosos;
  • Para crianças com mais de 7 anos, adolescentes e adultos que não receberam ou sem registro de três doses de vacina contendo o toxoide tetânico antes, indica-se uma dose de dTpa seguida de duas ou três doses da dT.

Uma dose a cada dez anos para os profissionais de saúde que atuam em maternidades, berçários ou UTI neonatal: médicos anestesista, ginecologista, obstetra, neonatologista, pediatra; enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem.

vacina dtpa

Contraindicações da vacina dTpa

Reação anafilática e ou manifestações neurológicas em dose anterior.

Aplicação

A dose a ser aplicada é de 0,5 mL por via intramuscular no deltoide.

Utiliza-se agulha 25 x 7 ou 30 x 7 a depender da massa muscular.

Intervalo entre as vacinas

Para a vacina dupla tipo adulto (dT) o intervalo mínimo será de 30 dias. Não há intervalo mínimo para aplicação entre as demais vacinas disponibilizadas pelo SUS.

Eficácia da vacina dTpa

A efetivada estimada, com base em um estudo britânico, é de 90 a 91% em crianças menores de 3 meses de idade cujas mães foram vacinadas durante a gestação.

Eventos adversos

Local: dor, enduração e hiperemia.

Sistêmica: temperatura axilar maior ou igual a 40ºC, convulsões febris e, eventualmente, episódios hipotônico hiporresponsivos.

Em crianças com até 9 anos podem acontecer: irritabilidade, sonolência, manifestações no local da aplicação (dor, rubor e edema) e cansaço em aproximadamente 10% das pessoas que foram vacinadas. Até 10% podem apresentar perda de apetite, cefaleia, diarreia, vômito e febre. Déficit de atenção, sensibilidade nos olhos e erupção cutânea são pouco frequentes – somente 0,1% a 1% dos vacinados apresentam esses sintomas.

  • Aproximadamente 10% das crianças a partir de 10 anos, adolescentes e adultos sentem cefaleia, manifestações no local da aplicação (dor, rubor e edema), fadiga e indisposição. Em até 10% ocorrem tontura, enjoo, distúrbios gastrintestinais, febre, nódulo ou abscesso estéril (sem infecção) no local da administração da vacina. São infrequentes (entre 0,1% e 1% das pessoas vacinadas) sintomas respiratórios, faringite, aumento dos gânglios linfáticos, desmaio, tosse, diarreia, vômito, suor excessivo, prurido, erupção cutânea, dor muscular e nas articulações e febre acima de 39ºC;
  • A anafilaxia acontece com menos de 0,01% dos vacinados; edema generalizado, distúrbios neurológicos, urticária e fadiga muscular com 0,01% a 0,1% das pessoas vacinadas;
  • O experimento com a utilização da vacina indica que há um pequeno aumento do risco de reações adversas locais com a administração da vacina em doses repetidas e adjuntas (esquema de três doses em seis meses) em adultos com mais de 40 anos, bem como na dose de reforço das crianças (a partir de 10 anos de idade).

Conservação

Deve ser conservada em temperatura entre +2ºC a +8ºC em todas as instâncias da rede de frio (local, regional e central).

Situações especiais

O componente tetânico desta vacina deve ser considerado quando se avalia o esquema de vacinação para tétano. Portanto, utilizar a dose de dTpa para compor o esquema de proteção contra tétano e difteria.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são mandatórios cuidados específicos antes da administração da vacina;
  • Em caso de febre, deve-se aprazar a vacinação até que aconteça a melhora;
  • Em indivíduos com doenças que acrescem o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser trocada pela subcutânea;
  • Compressas frias suavizam a reação no local da aplicação;
  • Se acontecer uma manifestação local muito prolongada (Arthus), é fundamental analisar o intervalo de dez anos depois da administração da vacina em relação a última dose para se aplicar a dose de reforço;
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado depois da administração da vacina precisa ser notificado ao serviço que a efetivou;
  • Sintomas de eventos adversos graves ou duráveis, que se delongam por mais de 24 a 72 horas, precisam ser analisados para averiguação de outras causas.

A dTpa realmente é recomendada para gestantes?

Toda grávida precisa se vacinar contra a coqueluche, para prevenir seu filho nos primeiros meses de vida. A vacinação deve ser repetida a cada gravidez.

A vacina é segura para gestantes. Uma vez imunizada, a mãe transfere anticorpos para a criança através da placenta e auxilia na proteção do bebê nas primeiras após o nascimento, quando ele ainda não principiou a imunização contra a doença (bebês recebem a vacina contra coqueluche somente com dois meses de idade).

Não há nenhum risco em tomar a vacina da coqueluche durante a gestação, pois ela é produzida de toxina inativa e não da própria bactéria causativa da patologia. Daí o “a” na sigla dTpa, de acelular.

Embora o nome seja semelhante, essa vacina é diferente da DTP ou DTPw, as quais fazem parte do calendário de imunização de bebês e crianças. A DTP e a DTPw têm células inteiras e não são administradas em gestantes.

A orientação é tomar a vacina especialmente entre a 20ª e a 36ª semana de gravidez, ocasião em que acontece maior passagem de anticorpos da mãe para o filho. Se tomada após a 37ª semana, a vacina proporciona proteção progressivamente menor para a criança.

Dependendo do histórico de vacinação, às vezes será necessário tomar também mais doses contra o tétano, 30 ou até 60 dias antes da dTPa.

Questione sobre as vacinas logo no início do seu pré-natal e procure sua carteirinha de vacinação da infância e da vida adulta, pois a informação será válida para resolver quantas doses de antitetânica será preciso tomar.

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Referência Bibliográfica:
  • Vacinas: Orientações práticas/Rosana David, organizadora; Lourdes Bernadete S. P. Alexandre_4. ed. São Paulo: Martinari, 2015.

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