Vacina Febre Amarela e gravidez: gestantes podem tomar a vacina?

O surto de febre amarela no Brasil permitiu que as mulheres que estão grávidas nesse período estejam atentas em relação aos fatores de riscos. A doença, é transmitida através da picada do mosquito, e o risco da aplicação da vacina para o feto é desconhecido, por isso, o American College of Obstetricians and Gynecologists caracteriza a vacina como contraindicada na gravidez, exceto se a exposição da grávida em áreas de extremo risco é inevitável. A vacina febre amarela e gravidez estão excepcionalmente vinculadas? Vamos saber!

Vacina febre amarela e gravidez: tomar ou não a vacina?

Tomar ou não a vacina contra a febre amarela na gravidez é uma opção que precisa ser analisada exclusivamente pelo médico obstetra, principalmente concernente as grávidas que residem em áreas consideradas de risco. A prevenção no caso das gestantes é adiar viagens para as regiões endêmicas, assim não existirá necessidade de vacinação.

A vacina contra a febre amarela é constituída por um vírus vivo, o que pode originar manifestação de sinais e sintomas. Mulheres que residem em locais afetados ou que necessitam viajar urgentemente para esses âmbitos, precisam realizar uma consulta médica para que o profissional possa averiguar os riscos e benefícios da administração da vacina no momento.

A doença é caracterizada como grave, com alta morbidade e mortalidade, sendo que aproximadamente 20% dos indivíduos manifestam sintomas complexos, como febre alta, hemorragias, icterícia (pele e olhos amarelados), podendo levar a morte.

Formas de transmissão

É instituída como uma doença hemorrágica a qual é transmitida por meio da picada de mosquito, e há dois tipos: a silvestre e a urbana.

O que diferencia um do outro, é a forma de transmissão. Na silvestre, o indivíduo que adentra áreas de mata é picado por um mosquito que antes picou um macaco contaminado com a febre amarela. Esse tipo de febre amarela geralmente é mais comum entre dezembro e janeiro, quando há um aumento de mosquitos pelo excesso calor e chuva que consequentemente, também elevam a circulação do vírus.

O segundo tipo, e considerado o mais perigoso, é a urbana. Nesse tipo, a transmissão acontece quando o mosquito Aedes aegypti (o mesmo que transmite a dengue) pica um indivíduo que foi contaminado na mata e, logo após, uma pessoa saudável. Desta forma, é notório que a transmissão é realizada de forma secundária.

A febre amarela urbana é mais preocupante porque leva entre 20% e 50% dos indivíduos que não efetivam o tratamento, a morte. Uma das preocupações primordiais do Ministério da Saúde é impedir que a febre amarela urbana volte a acontecer.

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Prevenção da vacina febre amarela e gravidez 

• Adiar viagens para locais considerados de alto risco;
• Caso more em lugares de extremo risco ou a viagem seja mandatória realize uma consulta médica para que o mesmo analise os riscos e benefícios da administração da vacina;
• Mulheres que moram ou vão deslocar para as áreas endêmicas e desejam engravidar, é recomendado esperar aproximadamente um mês após a aplicação vacina, para tentar uma possível gravidez;
• Medidas preventivas como repelentes, roupas de manga longa e calças também são válidas contra o mosquito. Telas nas janelas não permitem a entrada dos insetos e contaminação;
• Bebês que residem em locais de risco precisam receber a vacina a partir dos seis meses de idade. Em áreas com pouca ou nenhuma incidência da febre amarela a vacinação é realizada a partir dos nove meses.

A administração da vacina durante a gestação é extremamente importante tanto para a saúde da mãe quanto para a saúde do bebê. As vacinas são essenciais no processo gestacional por integrarem anticorpos inativos (mortos) e não oferecerem riscos para a saúde do binômio. Entretanto, a vacina contra a doença “Febre Amarela” é constituída por vírus vivos (atenuados, enfraquecidos), por esse motivo é necessária precaução, análise do médico obstetra e do infectologista.

Vacina febre amarela e gravidez: eventos adversos e riscos

A imunização produzida pelo Bio-Manguinhos/Fiocruz é disseminada gratuitamente nos postos de saúde ao decorrer do ano. Deve ser administrada até dez dias antes de viajar para  que a imunização seja efetivada. Alguns eventos adversos acontecem comumente, são eles: febre, algia muscular e cefaleia. É importante ressaltar que as pessoas que já tomaram uma dose da vacina não precisam se revacinar, independentemente do tempo de quando você tomou a vacina.

As grávidas, assim como os idosos, têm um risco maior de manifestar efeitos colaterais graves da vacina. Entre as mulheres que não receberam a vacina e residem ou necessitam circular em áreas endêmicas, a recomendação atual é buscar por uma consulta médica com o seu obstetra para que seja realizada uma avaliação dos riscos e benefícios naquele período. Caso a vacinação seja neste instante a melhor opção, é imprescindível ressaltar que, não é para tomar a dose fracionada, e sim a convencional. Desta maneira, não se esqueça de que a imunização leva aproximadamente dez dias para resguardar o corpo.

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