Vacina herpes zóster: recomendada para pessoas a partir de 60 anos

A vacina herpes zóster é uma vacina integrada por vírus vivos atenuados da varicela zóster (VVZ) da cepa Oka/Merck, sacarose, gelatina, ureia, cloreto de sódio, levoglutamato de sódio monoidratado, fosfato de sódio dibásico, fosfato de potássio monobásico, cloreto de potássio, traços de neomicina e de soro de bezerro e água para injeção. Não é integrada por conservantes.

Doença

A doença herpes zóster, popularmente denominada como “cobreiro”, tem como complicação primordial, a neuropatia pós-herpética, a qual provoca dor crônica, intensa, de controle complexo e muito extenuante.

vacina herpes zóster

As pequenas vesículas que aparecem na pele seguem o trajeto das raízes nervosas em um caminho que se manifesta sempre em apenas um lado do corpo.

O vírus responsável por originar o herpes-zóster é um vírus denominado Varicela-zoster e que não deve ser confundido com o vírus do herpes simples que provoca feridas na região labial e genital.

O vírus Varicela-zoster fica alojado num nervo depois que provocou catapora. Aproximadamente 20% dos indivíduos podem apresentar herpes-zóster em algum instante da vida.

Transmissão

Mesmo que ainda seja provocado pelo vírus que origina a varicela, o herpes-zóster não é transmitido de indivíduo para indivíduo por meio da via respiratória. O vírus fica alojado no nervo e, por algum motivo que não ainda não compreendemos, realiza o percurso por ele e causa lesões cutâneas semelhantes com as da catapora.

Lesões cutâneas

A patologia pode provocar feridas discretas ou em grande quantidade. Assim, as bolhas se misturam entre elas caracterizando o que se denomina de confluência.

vacina herpes zóster

Indicação da vacina herpes zóster

A vacina é recomendada para indivíduos com 50 anos ou mais e é orientada como rotina para maiores 60 anos de idade.

Contraindicação da vacina herpes zóster

  • Indivíduos imunodeprimidos.
  • Alergia grave (anafilaxia) a algum dos elementos da vacina.
  • Indivíduos com tuberculose em fase ativa não tratada.
  • Grávidas.

Esquema de doses da vacina herpes zóster

Uma dose.

Local de aplicação

Subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

  • Não são mandatórios cuidados específicos antes da administração da vacina;
  • Em caso de febre, deve-se aprazar a vacinação até que aconteça a melhora;
  • A imunização de pessoas portadoras do vírus HIV precisa ser analisada por médico, que pode recomendá-la se não existir comprometimento do sistema imunológico;
  • Pacientes que já apresentaram herpes zóster oftálmico, ainda não há muitos dados para recomendar ou não indicar a vacina;
  • Após manifestação de herpes zóster, é necessário esperar aproximadamente um ano para administrar a vacina;
  • Até o instante não foi constatada transmissão do vírus vacinal e patologia (varicela) através de pessoas que receberam a vacina varicela zóster.

Efeitos e eventos adversos da vacina herpes zóster

A segurança que a vacina expressa foi analisada em mais de 30 mil pessoas que estão na faixa etária superior a 50 anos, inclusive em maiores de 60, 70 e 80 anos, mesmo nos indivíduos que possuem doenças de base (diabetes, cardiopatias, pneumopatias, etc.).

A manifestação de eventos adversos no local da administração da vacina foi de 34% nas pessoas que foram imunizadas e de 6% em pessoas do estudo que receberam placebo ao invés de vacina. Agrupando os sintomas, pode-se observar que foram reações de leves a moderadas: prurido, rubor, edema, dor.

Entre os eventos adversos expostos estão

  • Febre: aconteceu em menos de 1% dos imunizados.
  • Sintomas respiratórios: em 1,7% dos imunizados.
  • Diarreia: em 1,5% dos imunizados.
  • Alterações na pele: em 1,1% dos imunizados.
  • Cansaço: em 1,0% dos imunizados.
Referência Bibliográfica: Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM)

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