Vacina pneumocócica 10 – valente (conjugada)

A vacina pneumocócica 10 – valente (conjugada) é constituída de 10 sorotipos de pneumococos: 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F, e 23F, conjugada com a proteína D do Haemophilus influenza não tipável (8 sorotipos) e a carreadores de toxoide diftérico (1 sorotipo) e toxoide tetânico (1 sorotipo). Contém ainda excipiente de cloreto de sódio, fosfato de alumínio e água destilada. Apresenta-se na forma líquida e já vem pronta para uso.

vacina pneumocócica

O pneumococo é uma causa importantíssima de doenças graves em crianças no mundo inteiro, especialmente a meningite, a sepse e a pneumonia. Ainda, é a causa mais comum de sinusite e otite média aguda (OMA). Doenças pneumocócicas são responsáveis por quase 1 milhão de mortes de crianças por ano no mundo, 90% delas nos países em desenvolvimento. No Brasil, a mortalidade por pneumonia geralmente é originada pelo pneumococo, isto significa que, o pneumococo é a causa primordial de morte por pneumonia, sobretudo em crianças pequenas.

A vacina pneumocócica conjugada 10 – valente (VPC10) previne aproximadamente 70% das doenças graves (otite, pneumonia, meningite) em crianças, ocasionadas por dez sorotipos de pneumococos.

Transmissão da doença

A transmissão acontece de um indivíduo para outro por meio do contato íntimo, através de gotículas de saliva, frequentemente vinculada a aglomerações. Desta forma, as crianças que frequentam creches possuem um risco maior de contrair a doença. A transmissão ocorre mais no início da primavera e em períodos de inverno. A bactéria pode estar presente na mucosa nasal e na garganta dos indivíduos saudáveis.

Tratamento

O tratamento da doença pneumocócica tem se tornado cada vez mais complexo pela resistência à penicilina. Desta maneira, alguns tipos apresentam resistência a vários antimicrobianos. Por isso é extremamente importante realizar a prevenção por meio da vacina.

Indicações da vacina pneumocócica

Está indicada para proteção contra as infecções causadas pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo) sorotipos 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F, incluindo otites, sinusites, meningite e pneumonia, entre outras.

vacina pneumocócica

Idade para aplicação

A partir de dois meses até menores de dois anos de idade (2 meses a 23 meses e 29 dias).

Esquema Básico

O esquema é de 3 doses com intervalo de 60 dias entre as doses (2, 4 e 6 meses) e um reforço aos 12 meses de idade. No estado de São Paulo o reforço aos 12 meses de idade. No estado de São Paulo o reforço é preconizado aos 15 meses de idade. Para as crianças não imunizadas nesse esquema, seguir propostas alternativas descritas no item situações especiais.

Contraindicações

A vacina está contraindicada em casos de antecedentes de reação anafilática aos componentes da vacina ou reação anafilática em dose anterior.

Aplicação

A aplicação é intramuscular na dose de 0,5 mL, no vasto lateral da coxa. Utilizar seringa de 3,0 mL e agulha de 25×6,0 ou 25×7,0.

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Intervalo entre outras vacinas

Pode ser utilizada simultaneamente com outras vacinas. Não há necessidade de intervalo entre outras vacinas do calendário nacional ou outras vacinas utilizadas em situações especiais.

Eficácia da vacina pneumocócica

A vacina confere eficácia superior a 90% para os 10 sorotipos após o esquema completo.

Eventos adversos

Local: dor, edema e eritema em cerca de 40 a 50% das crianças vacinadas, em intensidade leve e moderada.

Sistêmico: febre alta e raramente convulsão febril.

Conservação

A vacina deve ser conservada em temperatura entre +2ºC e +8ºC em todas as instâncias da rede de frio (local, regional e central).

Situações especiais

O esquema proposto é de 3 doses com intervalo de 60 dias entre as doses (2, 4 e 6 meses) e um reforço preferencialmente dos 12 aos 15 meses de idade, considerando-se o intervalo mínimo de 6 meses após a terceira dose. Para as crianças entre 7 e 11 meses não imunizadas contra  o Pneumococo, o esquema é de duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e um reforço entre 12 e 15 meses, respeitando-se o intervalo mínimo de 2 meses entre a última dose e o reforço. Para as crianças a partir de 12 meses que não iniciaram o esquema, recomenda-se uma única dose entre 12 a 23 meses e 29 dias de idade, não havendo necessidade de reforço.

Referência Bibliográfica:
  • Vacinas: Orientações práticas/Rosana David, organizadora; Lourdes Bernadete S. P. Alexandre_4. ed. São Paulo: Martinari, 2015.

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