Vitaminas para o bebê: nutrientes importantes ao recém-nascido

Os bebês saudáveis não precisam de multivitamínicos, mas às vezes de um nutriente específico. Abordaremos mais detalhadamente as vitaminas K, D e B12, o ferro e o flúor. Essas são as vitaminas para o bebê mais comentadas.

Vitaminas para o bebê

Vitamina K

Será administrada a todos os recém-nascidos no nascimento. A via oral (quatro doses, uma no nascimento e outra a cada duas semanas; há também outras pautas) é efetiva, embora seja melhor usar a vida intramuscular quando a mãe tomar anticoagulantes, rifampicina ou anticonvulsivos, ou quando o recém-nascido for incapaz de tomar leite pela boca nas primeiras 12 horas.

Vitamina D

A concentração de vitamina D no leite humano é baixa, sendo insuficiente para as necessidades da criança, que são de 10 mcg/dia. Portanto, se não houver exposição adequada ao sol ou em crianças com maiores índices de melanina (pele escura) deve ser suplementada a vitamina D na forma medicamentosa.

A vitamina D na realidade é um hormônio produzido na pele pelo efeito da luz solar. Quando a exposição à luz solar é insuficiente, a vitamina D também pode ser obtida dos alimentos. A quantidade de vitamina D no leite materno não é suficiente na ausência de exposição ao sol.

A quantidade de luz solar necessária para produzir vitamina D é pequena. Basta que o bebê passe duas horas por semana ao ar livre, vestido mas sem chapéu, mesmo que esteja nublado.

Vitamina B12

Apenas algumas bactérias são capazes de sintetizar a vitamina B12, é através delas que todos os animais obtêm essa vitamina. Não existe nenhum vegetal que contenha a vitamina B12.

Suplementos de vitamina B12 são particularmente importantes para a grávida e a mãe que amamenta. Considerando que é difícil determinar a quantidade mínima necessária de leite e ovos, é prudente que até mesmo as ovolactovegetarianas tomem B12.

Se a mãe tomou os suplementos adequados durante a gravidez e a amamentação, seu filho, como qualquer outro recém-nascido saudável, não precisa de suplementos de B12.

Ferro

A quantidade de ferro no leite materno (e no de todos os mamíferos estudados) é baixa, e não aumenta se a dieta da mãe é suplementada com ferro, nem diminui quando a mãe tem anemia. Supõe-se que o baixo conteúdo de ferro tem um valor adaptativo, evitando a proliferação de bactérias patogênicas no intestino.

O ferro está presente em quantidades baixas (0,3 mg/L) tanto no leite humano como no de vaca. No entanto, a absorção e a biodisponibilidade do ferro são muito maiores no leite humano. Cerca de 70% do ferro no leite materno são absorvidos. Em contrapartida a absorção é de apenas 30% no leite de vaca. Em bebês alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros 6 a 8 meses de vida é muito rara a ocorrência de anemia ferropriva.

Durante os primeiros meses, o bebê não obtém o ferro da dieta, mas das reservas que tinha ao nascer. Calcula-se que essas reservas são esgotadas entre 6 e 12 meses, e que a partir dessa idade os bebês devem ingerir, além do leite materno, outros alimentos ricos em ferro (na verdade, esse é o principal motivo pelo qual a alimentação complementar é introduzida aos 6 meses).

A introdução precoce de outros alimentos (cereais, vegetais) na dieta de crianças amamentadas ao seio pode comprometer a absorção do ferro por mecanismo de quelação, assim como, o uso de chás, muito comum em crianças em aleitamento materno, reduz a absorção desse mineral.

Contudo, nem todos os bebês precisam de ferro (que é uma das vitaminas para o bebê mais importantes do metabolismo das células vivas) aos seis meses. Foram descritos bebês com aleitamento materno exclusivo, sem suplementos de ferro e com hemoglobina normal até os 18 meses.

Um método simples para aumentar as reservas de ferro do recém-nascido e diminuir, portanto, a incidência de anemia e a necessidade de suplementação é o clampeamento tardio do cordão umbilical.

A absorção do ferro não orgânico é pobre, a não ser que ele seja consumido junto com vitamina C. Por isso não é uma boa ideia oferecer a dieta dissociada para bebês (uma refeição de fruta, outra de cereais, outra de legumes…), e seria melhor comer um pouco de legumes ou frutas antes ou depois de outros alimentos.

Flúor

A concentração de flúor no leite humano é suficiente e a Academia Americana de Pediatria não recomenda administrar suplementos de flúor aos menores de 6 meses. Depois dos seis meses, deve-se considerar a concentração de flúor na água que é bebida.

vitaminas para o bebê

Créditos da foto: Instagram – @pipipum
Referência Bibliográfica: 
  • REGO, José Dias. Aleitamento Materno – “Uso de Medicamentos, Drogas e Cosméticos durante a amamentação”. 3ª edição. São Paulo. Editora Atheneu, 2015.
  • GONZÁLEZ, Carlos. Manual Prático de Aleitamento Materno/ Carlos González; [tradução Maria Bernardes]. São Paulo. Editora Timo, 2014. 240 p. 

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